Mundo
12/11/2007 - 22h28

Separatistas curdos do PKK seqüestram sete pessoas na Turquia

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da Folha Online

Rebeldes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) seqüestraram sete pessoas no leste da Turquia, informaram nesta segunda-feira os meios de comunicação turcos.

O rapto ocorreu na noite do domingo (11), próximo ao povoado de Ogulveren, na Província de Van, a dez quilômetros da fronteira iraniana, onde os rebeldes curdos estabeleceram um bloqueio de estrada, afirmou a rede de televisão CNN-Türk.

Petros Karadjias/AP
Mulher curda com foto do líder rebelde curdo, Abdullah Ocalan, durante protesto
Mulher curda com foto do líder rebelde curdo, Abdullah Ocalan, durante protesto

As forças de segurança turcas colocaram em ação uma operação de rastreamento de grande escala na região após o seqüestro, acrescentou a mesma fonte.

A agência de notícias pró-curda Firat News --considerada porta-voz do PKK-- também mencionou o episódio sem dar maiores detalhes.

Nenhuma fonte oficial comentou até o momento a informação.

Em 21 de outubro, os rebeldes curdos atacaram uma posição turca próxima à fronteira iraquiana, matando 12 militares e capturando outros oito, que foram liberados em 4 de novembro no norte do Iraque.

Petros Karadjias/AP
Manifestantes curdos atrás da bandeira do PKK, durante protesto contra o governo turco
Manifestantes curdos atrás da bandeira do PKK, durante protesto contra o governo turco

Na volta à Turquia, os oito militares foram acusados por um tribunal militar turco de terem se negado a obedecer ordens e de terem atravessado sem autorização a fronteira com o Iraque, onde foram pegos, informou no domingo a agência de notícias Anatolia.

A Turquia ameaça intervir militarmente no norte do Iraque --na região autônoma Curdistão iraquiano-- contra as bases do PKK, onde os rebeldes curdos se refugiam e preparam os ataques perpetrados na Turquia.

Desde 1984, quando o conflito separatista curdo movido pelo PKK na Turquia começou, mais de 37 mil pessoas já morreram. A organização é considerada como terrorista por Turquia, Estados Unidos e União Européia.

A partir de setembro último, uma série de ataques do PKK na Turquia deixaram cerca de 50 mortos, principalmente militares turcos. As ações criaram forte pressão popular sob o governo turco por uma repressão aos separatistas. Em outubro, o Parlamento autorizou o Exército a realizar uma incursão no norte do Iraque para combater os rebeldes do PKK.

Nesta segunda-feira, o presidente do Iraque afirmou que o país está ativamente buscando cooperar com a Turquia na luta contra o terrorismo e não irá permitir mais atividades separatistas curdas no seu território.

"O Iraque é contra todas as operações violentas contra a Turquia", afirmou o presidente Jalal Talabani a repórteres na sede da Liga, no Cairo. Talabani, atual presidente, é um líder histórico dos curdos iraquianos.

"Consideramos qualquer ataque contra o governo de (premiê turco Recep) Tayyip Erdogan como um ato contra o Iraque", disse Talabani.

Cerca de um terço dos 70 milhões de turcos são curdos, mas a Turquia se recusa a reconhecer a sua população curda como uma minoria distinta.

Com France Presse, Efe e Associated Press

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