Mundo
13/11/2007 - 19h20

EUA enviam ao Paquistão o número dois do departamento de Estado

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da Folha Online

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira a viagem, no final de semana ao Paquistão, do número dois do departamento de Estado, John Negroponte, para reiterar o pedido de um ponto final no estado de emergência decretado pelo ditador Pervez Musharraf.

O secretário de Estado adjunto atualmente em visita à África, se dirigirá a Islamabad provavelmente já na sexta-feira, declarou à imprensa Tom Casey, porta-voz do departamento de Estado.

Assim, Negroponte será o mais alto funcionário americano a visitar o Paquistão desde a declaração do estado de emergência no país, no dia 3 de novembro.

O estado de emergência permite que autoridades prendam pessoas sem a necessidade de ordens judiciais, limitem o movimento de pessoas ou veículos, confisquem armas e fechem espaços públicos.

A Casa Branca havia pedido, nesta terça-feira, o "diálogo entre todos os partidos" do Paquistão e insistiu no retorno do país ao "caminho da democracia".

"Devemos estimular o diálogo entre todos os partidos do Paquistão", disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino.

A porta-voz disse que um levantamento do estado de emergência decretado por Pervez Musharraf poderia constituir um primeiro sinal, que poderia levar a "eleições livres e justas e à instalação de uma democracia em que o presidente não seja ao mesmo tempo chefe do Estado Maior conjunto das Forças Armadas".

O anúncio ocorre no momento em que a ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto pediu pela primeira vez, nesta terça-feira, que o ditador Pervez Musharraf deixe o cargo.

O ditador impôs prisão domiciliar a Bhutto pela segunda vez em cinco dias.

A ex-primeira-ministra aproveitou o dia para tentar unir a oposição paquistanesa dividida e solicitar a comunidade internacional a abandonar Musharraf, que se nega a levantar o estado de emergência que impôs há dez dias, apesar de ter anunciado eleições legislativas para antes de nove de janeiro.

"Musharraf deve ir, acabou-se a época da ditadura", declarou, por telefone, à agência de notícias France Presse.

Bhutto ainda telefonou para inúmeros dirigentes da oposição, pedindo que eles a apóiem na tentativa de fazer "restaurar a democracia".

Dentre eles se encontravam o conselheiro de seu antigo rival, o ex-primeiro-ministro no exílio Nawaz Sharif, e a estrela do críquete e líder de um pequeno partido de oposição, Imran Kahn, atualmente com paradeiro desconhecido, após ter recebido mandado de prisão, na semana passada.

Com France Presse

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