Mundo
14/11/2007 - 08h29

Chávez diz que rei da Espanha deveria pedir desculpas

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da Efe, em Caracas

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse hoje que está esperando o pedido de "desculpas" que o rei da Espanha, Juan Carlos 1º, deveria pedir à Venezuela e à região ibero-americana para evitar a deterioração das relações entre alguns países.

"O mínimo que ele deveria fazer era pedir desculpas e dizer ao mundo a verdade", disse Chávez em entrevista no canal "Promar", na cidade de Barquisimeto, a sudoeste de Caracas.

Durante a Cúpula Ibero-americana de Santiago do Chile, o rei espanhol mandou Chávez se calar, quando ele insistia em acusar o ex-chefe de governo da Espanha José María Aznar de ter apoiado um golpe de Estado na Venezuela em abril de 2002.

Para Chávez, o incidente levou alguns governos a tomar posição a favor da Venezuela ou da Espanha, e isso pode prejudicar a diplomacia. Por exemplo, El Salvador e Chile defenderam o rei e isso "pode alterar" as relações com os dois países, e "o culpado disso seria o rei".

Chávez considerou a solidariedade "absurda". "Eu não disse nada ao rei, foi ele quem me agrediu num tom violento", queixou-se. O presidente venezuelano denunciou uma campanha "em nível mundial" mostrar que ele foi o agressor. "Mas eu não disse nada", comentou.

Para ele, a reação mais surpreendente foi a do atual chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, em defesa de seu antecessor Aznar. Ele comparou a situação com uma hipotética defesa de Adolf Hitler por parte da chanceler alemã, Angela Merkel.

Investimentos

Além disso, afirmou que os investimentos da Espanha na Venezuela "não são imprescindíveis", mas mostrou esperanças de que o incidente "não afete" os negócios. "Mas isso dependerá do Governo espanhol e de que haja respeito", ressaltou.

Ao comentar outros aspectos da Cúpula, Chávez disse que a América Latina ficou dividida em dois setores: um defende o capitalismo e o neoliberalismo, e outro é o dos rebeldes. No segundo grupo, além de si mesmo e de Fidel Castro, incluiu os presidentes da Bolívia, Evo Morales; do Equador, Rafael Correa; e da Nicarágua, Daniel Ortega.

"Os que foram maioria durante décadas agora parece que estão em minoria e se desesperam. Acho que o rei foi vítima do desespero, da saturação, de ouvir discursos revolucionários denunciando as culpas que a Europa não quer reconhecer", afirmou.

Os discursos, segundo o governante venezuelano, aconteceram na véspera do incidente, durante a sessão de cinco horas a portas fechadas.

Chávez revelou que na sessão também se falou "da conquista, do genocídio indígena, das empresas européias que vêm para não investir e levar os dividendos porque, com raras exceções, é mentira que venham investir para o desenvolvimento dos países".

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Comentários dos leitores
caio bastos lucchesi (256) 27/11/2009 09h44
caio bastos lucchesi (256) 27/11/2009 09h44
Herói,só se for em comédia dos Trapalhões,sem o
romantismo de um Che Guevara,ou a eficiência do
Bin Laden,El Gran de Coca Cola nem como tenor de
ópera bufa,tem lugar na história.É um personagem
que já nasceu póstumo...
sem opinião
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O Pacificador (209) 18/11/2009 20h02
O Pacificador (209) 18/11/2009 20h02
"Presidente de TV diz que Chávez faz de tudo para levá-lo à prisão..."
E continuará fazendo...
Essa gente, odeia a imprensa livre e os direitos individuais.
A Argentina, segue pelo mesmo caminho perigoso.
O Brasil, está aos poucos sendo cercado por um "muro" de populistas e demagogos da pior espécie.
O triste é saber, que tem muita gente aqui, que adoraria ir pelo mesmo caminho dos comunistas bolivarianos.
Vão sonhando, vão sonhando...
28 opiniões
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Santos Júnior (307) 18/11/2009 01h00
Santos Júnior (307) 18/11/2009 01h00
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer erigir para si um pedestal onde possa aparecer ante a Europa e os Estados Unidos como o grande patrono da governança latino-americana. Auto-suficiente e com um visível tom de desprezo, seu anúncio inconsulto feito em Londres ante os editores do Financial Times, no sentido de que ele "reunirá" em 26 de novembro Hugo Chávez e Álvaro Uribe em Manaus "para que resolvam suas diferenças", é um insulto à Colômbia e uma piada à realidade do que está ocorrendo no continente.
Depois de ter apoiado, por ação ou omissão, o expansionismo totalitário do chefe de Estado venezuelano, Lula quer dar-lhe uma virgindade e apresentá-lo como uma vítima dos Estados Unidos e da Colômbia.
É bom o sr Lula tirar o cavalinho da chuva que a festinha está prestes a terminar.
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