Mundo
14/11/2007 - 22h16

Caracas torna-se palco de manifestações a favor e contra reforma

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da Folha Online

Centenas de estudantes e simpatizantes do governo fizeram uma passeata nesta quarta-feira em Caracas a favor da reforma constitucional promovida pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, e foram recebidos no Tribunal Supremo de Justiça por sua presidente, Luisa Estela de Morales.

Harold Escalona/Efe
Simpatizante do governo durante manifestação pró-reforma
Simpatizante do governo durante manifestação pró-reforma

Vestidos de vermelho, a cor do chavismo, os manifestantes marcharam junto com reitores de universidades públicas e com o ministro de Educação Superior, Luis Acuña.

Os estudantes entregaram um documento ao Tribunal Supremo, no qual ressaltaram seu apoio "à institucionalidade" e à reforma constitucional.

A reforma será submetida a um referendo no dia 2 de dezembro.

Jorge Silva /Reuters
Estudante com cartaz escrito "reeleição ilimitada = ditadura"
Estudante com cartaz escrito "art. 230 reeleição ilimitada = ditadura"

Ainda nesta quarta-feira, estudantes opositores foram às ruas contra a reforma constitucional na principal auto-estrada de Caracas e nas avenidas próximas.

Caracas tem sido palco de diversas manifestações, principalmente contra a reforma, nas últimas semanas.

O polêmico projeto de reforma constitucional proposto por Chávez busca criar no país a reeleição presidencial ilimitada, amplia os poderes do Executivo e propõe a construção de um sistema socialista.

A Reforma

A reforma constitucional foi apresentada pelo presidente Hugo Chávez à Assembléia Nacional em 15 de agosto e sancionada em 2 de novembro.

A proposta original era modificar 33 artigos mas, durante as discussões parlamentares, foram acrescentados outros 36, de um total de 350 da Constituição bolivariana de 1999.

A reforma constitucional foi condenada pela Igreja Católica venezuelana, por organizações não governamentais e setores políticos que apoiaram Chávez, além do movimento estudantil da oposição política.

Com France Presse, Efe e Reuters

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