Mundo
19/11/2007 - 18h38

Número de jornalistas assassinados já chega a 106 em 2007

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da Efe, em Paris

Ao todo, 106 jornalistas foram assassinados no mundo desde janeiro --45 deles só no Iraque, que continua sendo o país com mais mortes violentas de profissionais de imprensa--, informou nesta segunda-feira a Associação Mundial de Jornais (WAN, sigla em inglês), com sede em Paris.

O número de jornalistas assassinados este ano se aproxima dos 110 registrados em 2006, que foi um recorde.

A WAN apresentou nesta segunda um relatório sobre os assassinatos de jornalistas no mundo entre junho e novembro. Nesse período, morreram no Iraque 16 profissionais, elevando o total para 150 desde a invasão do país, em 2003.

A associação elogiou a criação o setembro passado do Grupo para a Segurança da Mídia Iraquiana (IMSG, sigla em inglês) "sobretudo porque foi fundada pelos próprios jornalistas", segundo o relatório.

Américas

Na América Latina e Central, sete profissionais foram mortos, três deles na Colômbia. Os jornalistas latino-americanos continuam sendo vítimas de "assassinatos, ameaças e assédio" quando investigam temas como corrupção e tráfico de drogas, diz o relatório.

O documento menciona o jornalista brasileiro Ajuricaba Monassa de Paula, assassinado por um vereador em Guapimirim (RJ).

Na Ásia --onde se encontram "alguns dos regimes mais repressivos do mundo"--, 12 jornalistas morreram entre junho e novembro (excluindo o Oriente Médio), metade deles no Paquistão.

Oriente Médio

Já na região do golfo Pérsico, a associação lamenta que a maioria dos países "apresente um balanço medíocre", já que "o controle governamental sobre a imprensa é extremamente rígido".

A mídia nos territórios palestinos viu sua situação piorar com a tomada da faixa de Gaza pelo Hamas, em junho.

A imprensa palestina "está obrigada a ficar a favor do Fatah na Cisjordânia e do Hamas em Gaza para poder trabalhar com segurança, o que compromete sua objetividade", segundo o relatório.

No Afeganistão, uma repórter foi assassinada. Segundo a WAN, todos os jornalistas que cobrem temas sensíveis neste país "correm o risco de serem assassinados em qualquer momento".

Europa e Ásia

Na Europa e Ásia Central, um jornalista morreu na Turquia e outro no Quirguistão desde junho. A "hostilidade" contra a imprensa independente e de oposição, assim como "as tentativas de reduzi-los ao silêncio" poderiam ressurgir em vários países dessas regiões, alerta a WAN.

A associação critica ainda o fato que de mais de um ano depois do assassinato da jornalista russa Anna Politkovskaia, "seus assassinos ainda não tenham sido identificados".

Nos Estados Unidos, o chefe de redação do "Oakland Post" foi assassinado no dia 2 de agosto, e a autoria do crime foi confessada por um padeiro.

Na África, dois repórteres foram mortos a vida na República Democrática do Congo (RDC) e outros quatro na Somália.

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