Número de jornalistas assassinados já chega a 106 em 2007
da Efe, em Paris
Ao todo, 106 jornalistas foram assassinados no mundo desde janeiro --45 deles só no Iraque, que continua sendo o país com mais mortes violentas de profissionais de imprensa--, informou nesta segunda-feira a Associação Mundial de Jornais (WAN, sigla em inglês), com sede em Paris.
O número de jornalistas assassinados este ano se aproxima dos 110 registrados em 2006, que foi um recorde.
A WAN apresentou nesta segunda um relatório sobre os assassinatos de jornalistas no mundo entre junho e novembro. Nesse período, morreram no Iraque 16 profissionais, elevando o total para 150 desde a invasão do país, em 2003.
A associação elogiou a criação o setembro passado do Grupo para a Segurança da Mídia Iraquiana (IMSG, sigla em inglês) "sobretudo porque foi fundada pelos próprios jornalistas", segundo o relatório.
Américas
Na América Latina e Central, sete profissionais foram mortos, três deles na Colômbia. Os jornalistas latino-americanos continuam sendo vítimas de "assassinatos, ameaças e assédio" quando investigam temas como corrupção e tráfico de drogas, diz o relatório.
O documento menciona o jornalista brasileiro Ajuricaba Monassa de Paula, assassinado por um vereador em Guapimirim (RJ).
Na Ásia --onde se encontram "alguns dos regimes mais repressivos do mundo"--, 12 jornalistas morreram entre junho e novembro (excluindo o Oriente Médio), metade deles no Paquistão.
Oriente Médio
Já na região do golfo Pérsico, a associação lamenta que a maioria dos países "apresente um balanço medíocre", já que "o controle governamental sobre a imprensa é extremamente rígido".
A mídia nos territórios palestinos viu sua situação piorar com a tomada da faixa de Gaza pelo Hamas, em junho.
A imprensa palestina "está obrigada a ficar a favor do Fatah na Cisjordânia e do Hamas em Gaza para poder trabalhar com segurança, o que compromete sua objetividade", segundo o relatório.
No Afeganistão, uma repórter foi assassinada. Segundo a WAN, todos os jornalistas que cobrem temas sensíveis neste país "correm o risco de serem assassinados em qualquer momento".
Europa e Ásia
Na Europa e Ásia Central, um jornalista morreu na Turquia e outro no Quirguistão desde junho. A "hostilidade" contra a imprensa independente e de oposição, assim como "as tentativas de reduzi-los ao silêncio" poderiam ressurgir em vários países dessas regiões, alerta a WAN.
A associação critica ainda o fato que de mais de um ano depois do assassinato da jornalista russa Anna Politkovskaia, "seus assassinos ainda não tenham sido identificados".
Nos Estados Unidos, o chefe de redação do "Oakland Post" foi assassinado no dia 2 de agosto, e a autoria do crime foi confessada por um padeiro.
Na África, dois repórteres foram mortos a vida na República Democrática do Congo (RDC) e outros quatro na Somália.
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