Colômbia afasta Chávez de mediação de acordo com as Farc
da Folha Online
O governo da Colômbia anunciou o afastamento do presidente venezuelano, Hugo Chávez, da mediação do acordo com os rebeldes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
A decisão foi anunciada depois que Chávez, que começou a mediar o conflito em agosto último, com permissão do presidente colombiano, Álvaro Uribe, conversou com o chefe das Forças Armadas do país, desobedecendo a proibição ao diálogo com líderes militares, segundo o porta-voz presidencial Mauricio Velasquez.
Chávez conversou por telefone com o general Mario Montoya na manhã desta quarta-feira.
Velasquez não revelou por que Chávez estaria proibido de conversar com o Exército do país.
As Farc mantêm cerca de 45 reféns --entre eles, três americanos e Ingrid Betancourt, uma ex-candidata presidencial que possui cidadania colombiana e francesa e tornou-se uma "causa célebre" na França desde seu seqüestro, ocorrido há seis anos. Pela libertação dos reféns, o grupo exige a soltura dos centenas de rebeldes detidos em prisões do governo.
Familiares dos reféns apoiaram a intervenção de Chávez, afirmando que o momento para se obter um acordo era "agora ou nunca".
O líder venezuelano recebeu uma visita de um alto comandante das Farc em Caracas em 8 de novembro.
Provas
No entanto, o grupo rebelde ainda não ofereceu provas de vida dos reféns, como pedido pelos governos da Colômbia e dos EUA.
Na França, Chávez afirmou que as Farc prometeram enviar-lhe as provas até o final do ano.
Os três americanos feitos reféns são os funcionários da Northrop Grumman Corp. Keith Stansell, Marc Gonsalves e Tom Howes, que foram seqüestrados em fevereiro de 2003, depois que o pequeno avião em que estavam caiu na floresta durante uma missão de rotina.
A decisão ocorre depois de várias declarações de Chávez que desagradaram Uribe.
Na segunda-feira (19), ele afirmou que Uribe teria lhe dito que estava preparado para encontrar-se com o líder das Farc, Manuel "Sureshot" Marulanda.
Em resposta, Uribe disse que tais comentários tinham sido feitos em caráter confidencial, e estabeleceu um prazo até 31 de dezembro para a conclusão da mediação de Chávez.
Ontem, no entanto, autoridades colombianas elogiaram a atuação do líder venezuelano.
"Chávez está desempenhando um papel excelente, e estamos agradecidos", disse Luis Carlos Restrepo, chefe das negociações de paz do governo.
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Especial


ANTÔNIO RIBEIRO - escritor e tetrólogo
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Agora, muito próxima do Brasil temos um outro Chavez, este infelizmente assumiu a presidência de um País. Vejamos se podemos defini-lo:
Leopoldo Galtieri 1981-1982
Hugo Suárez 1971-1978
Emílio Garrastazu Médici 1969-1974
Augusto Pinochet 1973-1990
Fidel Castro 1959-2008
Rafael Trujillo 1930-1961
Maximiliano Martínez 1931-1944
Jean-Claude Duvalier ("Baby Doc") 1971-1986
Anastácio Somoza 1967-1979
Alfredo Stroessner 1954-1989
Mistura tudo e vai dar no que deu, esse arremedo de ditador. O problema foi com a Bolivia e a Colombia, dá para alguém explicar porque ele se meteu no meio, Chavez e sua agregados são um perigo real a democrácia na América latina, um câncer que se instalou e que vai ser dificil de extirpa-lo.
Pergunta: se fosse no nosso território (o que conforme reportagens acontece com certa frequência), o que fariamos? reagiriamos como reagimos com a Bolivia quando tomou a força os investimentos da Petrobras no País, e respondemos com mais investimentos da Petrobrás. Como reagiriamos com Chaves que fala, e muito mais grosso, que seu capacho Evo Morales?
Chaves é um perigo real e imediato, só não vê quem não quer.
A tempo, para todos os defensores do Fidel e seu pupilo Chaves, se lá é tão bom, vai morar lá, ou quando for sair de férias, em vez de Paris, visita a ilha e contribua com sua economia e alegre o pobre e bondoso coração de Fidel.
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