Chávez lamenta decisão da Colômbia de afastá-lo de acordo com Farc
da Efe, em Chávez
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aceitou a decisão da Colômbia de pôr fim à sua mediação para um acordo com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), mas lamentou a medida, dizendo que continua à espera de provas de vida dos reféns.
A reação à decisão colombiana foi divulgada pela Chancelaria em comunicado, cerca de 15 horas após o anúncio da decisão do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, que deu por encerradas as gestões de Chávez e da congressista Piedad Córdoba em busca de uma troca.
Mais tarde, em um comício, Chávez disse que continuava "às ordens" para negociar um acordo humanitário, e afirmou que ainda espera provas de vida dos reféns das Farc.
Ele afirmou que respeitava porém lamentava a decisão de Uribe, mas disse que espera falar com seu colega colombiano para "esclarecer as razões e as causas" da medida "unilateral".
O comunicado da Chancelaria afirmava que "o governo e o povo da Venezuela, apesar da lamentável decisão do governo da Colômbia, têm seus corações e seus braços abertos para continuar prestando seus humildes serviços em prol da vida e da paz".
Também dizia que o governo venezuelano recebeu "com surpresa" o anúncio e manifestou a sua "frustração".
"Foi abortado um processo que vinha sendo conduzido com pulso firme e em meio a grandes dificuldades, com grandes avanços em apenas três meses", destacou a nota.
Além disso, a Chancelaria agradecia o trabalho da senadora Córdoba.
Em suas declarações, a senadora de oposição colombiana pediu que a decisão do governo seja encarada com "serenidade e muita tranqüilidade, sem fazer disso uma guerra".
Casual
Surpreendida também pelo anúncio do fim da mediação, a parlamentar afirmou que um telefonema de Chávez para o comandante do Exército colombiano, general Mario Montoya, que teria motivado a decisão, foi muito breve e casual.
Mas a conversa, aparentemente, provocou a reação do governo. Na recente Cúpula Ibero-americana, em Santiago, Uribe já tinha dito a Chávez que não se comunicasse diretamente com o alto comando institucional colombiano.
Chávez recebeu o anúncio horas depois de chegar de volta a Caracas, após uma viagem internacional em que discutiu a questão da troca humanitária com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.
No fim da tarde da quarta-feira (21), Chávez tinha ido a uma grande concentração de estudantes, que se manifestavam a favor da polêmica reforma constitucional que ele promove, e destacou seu empenho em conseguir o acordo.
"Estou empenhado em conseguir o acordo humanitário e a paz na Colômbia", disse.
Indiscreto
Desde que assumiu a mediação, em agosto, Chávez comentou em repetidas ocasiões alguns dos seus passos no processo.
Segundo muitos analistas, ele faltou com a discrição necessária em algumas ocasiões.
No Chile, onde se reuniu com Uribe, Chávez se mostrou otimista em relação ao processo, durante o qual recebeu também em Caracas, diante das câmeras de TV, parentes dos seqüestrados "passíveis de troca" das Farc, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e três americanos.
A decisão colombiana, comentada ao longo do dia pela imprensa venezuelana, foi criticada por políticos ligados ao governo, e provocou dúvidas sobre o futuro das relações entre os dois países.
A nota do governo se limita a dizer que "o presidente Hugo Chávez convida todos a repetir as palavras de Simón Bolívar", e cita: "Deus concede a vitória à perseverança".
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Especial


Agora, muito próxima do Brasil temos um outro Chavez, este infelizmente assumiu a presidência de um País. Vejamos se podemos defini-lo:
Leopoldo Galtieri 1981-1982
Hugo Suárez 1971-1978
Emílio Garrastazu Médici 1969-1974
Augusto Pinochet 1973-1990
Fidel Castro 1959-2008
Rafael Trujillo 1930-1961
Maximiliano Martínez 1931-1944
Jean-Claude Duvalier ("Baby Doc") 1971-1986
Anastácio Somoza 1967-1979
Alfredo Stroessner 1954-1989
Mistura tudo e vai dar no que deu, esse arremedo de ditador. O problema foi com a Bolivia e a Colombia, dá para alguém explicar porque ele se meteu no meio, Chavez e sua agregados são um perigo real a democrácia na América latina, um câncer que se instalou e que vai ser dificil de extirpa-lo.
Pergunta: se fosse no nosso território (o que conforme reportagens acontece com certa frequência), o que fariamos? reagiriamos como reagimos com a Bolivia quando tomou a força os investimentos da Petrobras no País, e respondemos com mais investimentos da Petrobrás. Como reagiriamos com Chaves que fala, e muito mais grosso, que seu capacho Evo Morales?
Chaves é um perigo real e imediato, só não vê quem não quer.
A tempo, para todos os defensores do Fidel e seu pupilo Chaves, se lá é tão bom, vai morar lá, ou quando for sair de férias, em vez de Paris, visita a ilha e contribua com sua economia e alegre o pobre e bondoso coração de Fidel.
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