Mundo
23/11/2007 - 09h51

Chávez lamenta decisão da Colômbia de afastá-lo de acordo com Farc

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da Efe, em Chávez

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aceitou a decisão da Colômbia de pôr fim à sua mediação para um acordo com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), mas lamentou a medida, dizendo que continua à espera de provas de vida dos reféns.

A reação à decisão colombiana foi divulgada pela Chancelaria em comunicado, cerca de 15 horas após o anúncio da decisão do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, que deu por encerradas as gestões de Chávez e da congressista Piedad Córdoba em busca de uma troca.

Mais tarde, em um comício, Chávez disse que continuava "às ordens" para negociar um acordo humanitário, e afirmou que ainda espera provas de vida dos reféns das Farc.

Ele afirmou que respeitava porém lamentava a decisão de Uribe, mas disse que espera falar com seu colega colombiano para "esclarecer as razões e as causas" da medida "unilateral".

O comunicado da Chancelaria afirmava que "o governo e o povo da Venezuela, apesar da lamentável decisão do governo da Colômbia, têm seus corações e seus braços abertos para continuar prestando seus humildes serviços em prol da vida e da paz".

Também dizia que o governo venezuelano recebeu "com surpresa" o anúncio e manifestou a sua "frustração".

"Foi abortado um processo que vinha sendo conduzido com pulso firme e em meio a grandes dificuldades, com grandes avanços em apenas três meses", destacou a nota.

Além disso, a Chancelaria agradecia o trabalho da senadora Córdoba.

Em suas declarações, a senadora de oposição colombiana pediu que a decisão do governo seja encarada com "serenidade e muita tranqüilidade, sem fazer disso uma guerra".

Casual

Surpreendida também pelo anúncio do fim da mediação, a parlamentar afirmou que um telefonema de Chávez para o comandante do Exército colombiano, general Mario Montoya, que teria motivado a decisão, foi muito breve e casual.

Mas a conversa, aparentemente, provocou a reação do governo. Na recente Cúpula Ibero-americana, em Santiago, Uribe já tinha dito a Chávez que não se comunicasse diretamente com o alto comando institucional colombiano.

Chávez recebeu o anúncio horas depois de chegar de volta a Caracas, após uma viagem internacional em que discutiu a questão da troca humanitária com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

No fim da tarde da quarta-feira (21), Chávez tinha ido a uma grande concentração de estudantes, que se manifestavam a favor da polêmica reforma constitucional que ele promove, e destacou seu empenho em conseguir o acordo.

"Estou empenhado em conseguir o acordo humanitário e a paz na Colômbia", disse.

Indiscreto

Desde que assumiu a mediação, em agosto, Chávez comentou em repetidas ocasiões alguns dos seus passos no processo.

Segundo muitos analistas, ele faltou com a discrição necessária em algumas ocasiões.

No Chile, onde se reuniu com Uribe, Chávez se mostrou otimista em relação ao processo, durante o qual recebeu também em Caracas, diante das câmeras de TV, parentes dos seqüestrados "passíveis de troca" das Farc, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e três americanos.

A decisão colombiana, comentada ao longo do dia pela imprensa venezuelana, foi criticada por políticos ligados ao governo, e provocou dúvidas sobre o futuro das relações entre os dois países.

A nota do governo se limita a dizer que "o presidente Hugo Chávez convida todos a repetir as palavras de Simón Bolívar", e cita: "Deus concede a vitória à perseverança".

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Comentários dos leitores
eduardo de souza (521) 07/12/2009 14h16
eduardo de souza (521) 07/12/2009 14h16
O Lula é o presidente mais tolerante que conheço. Tolera desaforo e calúnias contra sua pessoa. Permite que os cães ladrem enquanto sua caravana passa imune aos "llatidos" dos infelizes.
Existem aqueles que abonam tudo que venha dos Eua e dos sionistas, ou são completamente serviçais ou são de massa cefálica do tamanho de uma azeitona. Em vez de demonstrar felicidade com o crescimento da nossa economia, do nosso respeito e da nossa posição democrática, ficam incentivando o entreguismo, o racismo e a servidão.
Srs derrotados, chorem, chorem a vontade, pois é a única coisa que podem fazer. Além é claro, de escreverem asneiras neste espaço democrático.
Ah! Chorar faz bem... Acalma. Percebem como as crianças ficam mais tranquila depois que choram...:0)
sem opinião
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Simonide Gutemberg (5) 06/12/2009 18h28
Simonide Gutemberg (5) 06/12/2009 18h28
Ora bolas! francamente! O Sr Chaves é quem mais apoia a guerrilha colombiana das Farcs, é quem mais os incentiva, e agora vem posar de bom moço se dizendo mediador. O que ele quer é ser midiador, ou seja aparecer na mídia. E, se de quebra ele consequir derrubar o governo colombiano, aí é a gloria para ele. às favas com esse sr chaves (com letras minusculas) o seu homônimo deve ter vergonha do xará. sem opinião
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Simonide Gutemberg (5) 06/12/2009 18h24
Simonide Gutemberg (5) 06/12/2009 18h24
É impressionante como tantas e tantas pessoas se deixam manipular e passam a ver o mundo de acordo com o filtro que lhe foi imposto. Ora, Chaves é um palhaço, deveria cuidar de manter a democracia nas terras venezuelanas, o que aliás nunca ocorreu. Lula é um megalomaniaco que quer ser um mediador político mundial, quando não consegue explicar a corrupção no seu proprio governo e pais, e obama está fazendo o dever de casa direitinho, ou seja, defendendo a economia americana; o american way of life e deixando o mundo, o aquecimento global e tudo o mais se danar. Sabe, acho que não tem mais conserto não. sem opinião
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