Mundo
24/11/2007 - 01h44

Três governadores peruanos defendem adesão do país à Alba

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da Efe, em Lima

Os presidentes (governadores) das regiões de Arequipa, Tacna e Puno, no Peru, disseram nesta sexta-feira (23) que o Governo deve aderir à Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) a fim de trabalhar projetos de desenvolvimento conjunto.

O presidente de Arequipa, Juan Manuel Guillén, disse que a rejeição do Governo de Alan García só tem contribuído para que a Alba "se desenvolva no país de forma semiclandestina".

"O Governo deveria se integrar à Alba, um projeto com outros países da América Latina, e começar a trabalhar projetos de desenvolvimento e não de assistencialismo", afirmou, segundo a agência estatal "Andina".

O chanceler peruano, José Antonio García Belaúnde, reafirmou na quinta-feira que "o Governo não tem nenhuma atitude suave com nenhuma ingerência estrangeira que possa existir no Peru", mas negou ter evidências de "uma infiltração chavista, como se afirma".

Hernán Fuentes, presidente da região de Puno, na fronteira com a Bolívia, considerou necessário integrar o Peru ao programa para que a população tenha acesso aos serviços que ele oferece, como o de saúde.

O presidente de Tacna, na fronteira com o Chile, Hugo Ordóñez, do partido Nacionalista, concordou. Os três se reuniram na cidade de Arequipa e aprovaram a criação de uma Junta Macrorregional Sul.

Em julho começaram a surgir no Peru as "Casas da Alba", que defendem, com o apoio explícito dos sindicatos e do Partido Nacionalista Peruano, a política do presidente venezuelano Hugo Chávez.

Membros do Governo peruano denunciaram a "ingerência" nos assuntos internos do país e anunciaram uma investigação sobre seu financiamento e suas atividades.

No entanto, o chanceler peruano afirmou que as "Casas da Alba" são organizações de peruanos que apenas usurpam o nome do projeto de Chávez.

 

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