Chávez quer dominar o continente, diz presidente da Colômbia
da France Presse, em Bogotá
O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, disse neste domingo o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, quer instaurar na Colômbia um governo da guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), dentro de seu propósito de "incendiar" e "se expandir" pelo continente, segundo as palavras empregadas por Uribe.
"Suas palavras e suas atitudes dão a impressão de que você não está interessado na paz da Colômbia, mas em que a Colômbia seja vítima de um governo terrorista das Farc", disse Uribe, ao responder ao anúncio de Chávez de congelar as relações com Bogotá.
| 31.ago.2007/Cesar Carrion/AP |
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| Chávez e Uribe se cumprimentam em encontro; relação entre os dois líderes está abalada |
"Nós precisamos de uma mediação contra o terrorismo e não de legitimadores do terrorismo", afirmou Uribe sobre sua decisão de excluir Chávez da busca de uma troca de 45 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por 500 rebeldes presos.
Durante uma intervenção na localidade caribenha de Calamar (norte), Uribe disse que o presidente venezuelano está fomentando um projeto expansionista no continente.
"Não se pode incendiar o continente como você faz, falando um dia contra a Espanha (sic), outro dia contra os Estados Unidos, maltratando um dia o México, no dia seguinte o Peru e, na outra manhã, a Bolívia", disse Uribe.
"Não se pode maltratar o continente e incendiá-lo como você faz, falando de imperialismos, quando você, baseado em seu orçamento, quer montar um império", afirmou Uribe.
O governante disse ainda que, na recente visita que a senadora colombiana Piedad Córdoba (também retirada da mediação com a guerrilha) fez a um líder das Farc preso nos EUA e incluído na lista de reféns negociáveis, falou-se da necessidade de um governo de transição na Colômbia.
"Isso dá aos colombianos o direito de interpretarem que a mediação, à qual a senadora Córdoba o convidou [em alusão a Chávez], de acordo com as atitudes dela, estava mais interessada em possibilitar um governo com influência do terrorismo na Colômbia do que em nos ajudar a superar a tragédia dos seqüestrados e a conseguir a paz", afirmou Uribe.
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