Síria diz que ocupação israelense é o maior problema do Oriente Médio
da Folha Online
O presidente da Síria, Bashar al Assad, afirmou que "o maior problema" para a paz no Oriente Médio "é a ocupação israelense na Palestina", e que essa é "uma das questões mais importantes a serem discutidas" na região.
"Podemos dizer que agora existe uma maior convicção para uma abertura ao mundo", disse ele em entrevista publicada na edição desta segunda-feira do jornal argentino "Clarín", ao confirmar que a Síria participará da conferência internacional para a paz no Oriente Médio que começa amanhã em Annapolis (Estados Unidos).
| Bassem Tellawi/AP |
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| Sírios passam sob cartaz do presidente Bashar al Assad, em Damasco |
Assad disse que a rede terrorista Al Qaeda "não é uma organização", mas "só um pensamento, uma idéia" que "se tornou muito perigosa" e está em crescimento apesar de "não ter nem uma sede política ou sequer uma liderança".
"Temos muitos atentados realizados aqui nos meses passados e em anos anteriores, feitos por sírios que vivem e confiam no pensamento da Al Qaeda", completou.
"Essa ideologia não tem limites. Pode atacar uma pessoa, um grupo ou um lugar. E o que está acontecendo é que esta ideologia aumentou muito rapidamente, especialmente em uma região que é tão ideológica quanto emocional", acrescentou.
O presidente sírio defendeu o direito dos países árabes ao desenvolvimento da tecnologia nuclear com fins pacíficos e alegou que "é um mistério" a razão pela qual Israel atacou há alguns meses "uma construção militar" em seu país.
Após dizer que a Síria está reconstruindo esse edifício, Assad negou que se trate de "uma base nuclear", como assegurado por Israel.
"Como é possível construir uma usina nuclear em um local tão exposto? Não está cercado de defesas, nem sequer de mísseis. E por que estaríamos armando uma posição nuclear quando estamos propondo no Conselho de Segurança da ONU eliminar as armas de destruição em massa e nucleares da região", afirmou.
Assad disse que "todo o mundo caminha" para contar com reatores nucleares e lembrou que os países árabes concordaram em levar adiante "um estudo sobre o tema" a fim de evitar "que cada país empreenda sua construção sem levar em conta os outros".
"Estamos muito interessados no poder pacífico da energia nuclear, mas não é importante que seja na Síria, pode estar em outro país árabe", afirmou.
O presidente da Síria disse que o que une as crises de Afeganistão, Iraque, Paquistão e Líbano "são sempre os erros da administração" dos Estados Unidos.
Com Efe
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