Sudão acusa professora britânica de blasfêmia contra o islã
da France Presse, em Londres
Uma professora primária britânica detida no Sudão por ter permitido a seus alunos darem o nome de Maomé a um ursinho de pelúcia foi acusada de blasfêmia contra a religião e incitação ao ódio racial, informou o Ministerio britânico das Relações Exteriores.
| Efe |
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| A britânica Gillian Gibbons, acusada de blasfêmia contra o islã |
"Estamos surpreendidos e decepcionados", afirmou o primeiro-ministro Gordon Brown, segundo seu porta-voz, acrescentando que o chanceler britânico David Miliband convocará "com urgência" o embaixador do Sudão em Londres.
Gillian Gibbons, 54, foi detida no último domingo (25), depois das denúncias apresentadas por pais de alunos, que não concordavam com o fato.
Segundo a embaixada, a professora nunca teve a intenção de ofender ao chamar o ursinho desta forma.
A sharia [lei islâmica] é rigorosamente aplicada no norte do Sudão, onde o islã é a religião majoritária.
Gibbons, que tem dois filhos, foi para o Sudão em julho passado, depois do fim de um casamento de 32 anos com Peter Gibbons, que é também professor.
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