Britânica acusada de blasfêmia no Sudão será deportada
da France Presse, em Cartum
A professora primária britânica julgada no Sudão por blasfemar contra o Islã foi condenada nesta quinta-feira por um tribunal de Cartum a 15 dias de prisão e a ser expulsa do país, informou uma fonte judicial.
A professora havia sido detida no Sudão por ter permitido a seus alunos darem o nome de Maomé a um ursinho de pelúcia. Foi acusada de blasfêmia contra a religião e incitação ao ódio racial.
Gillian Gibbons, de 54 anos, havia sido detida no domingo, depois das denúncias apresentadas por pais de alunos contra ela.
Segundo a embaixada britânica, a professora nunca teve a intenção de ofender, ao chamar ursinho desta forma.
A sharia [lei islâmica] é rigorosamente aplicada no norte do Sudão, onde o Islã é religião majoritária.
Gibbons, que tem dois filhos, foi para o Sudão em julho passado, depois do fim de um casamento de 32 anos com Peter Gibbons, que é também professor.
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