Separatistas curdos do PKK estão dispostos a deixar armas sob condições
da Efe, em Suleimaniya (Iraque)
O PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) ofereceu-se neste domingo para abandonar a luta armada contra a Turquia se o governo turco aplicar certas medidas em favor de suas regiões curdas.
O comunicado "Declaração para uma solução democrática do problema curdo", ao qual a agência de notpicias Efe teve acesso-- está assinado pela "ala militar e política do PKK" e foi divulgado no Curdistão iraquiano (apesar de estar com a data de sexta-feira, último dia 30).
As reivindicações ao governo curdo são reconhecer a língua e identidade curdas, o direito à liberdade de associação, um projeto de reconciliação nacional, a retirada das tropas turcas das regiões curdas e, por último, reforma das prefeituras e governos provinciais para dotá-los de mais competências.
O PKK lembra que não é a primeira vez que oferece um cessar-fogo unilateral, mas que fracassaram pela atitude dos governos turcos (que de fato se negam a reconhecer qualquer legitimidade ao PKK e a negociar com eles).
Mas o comunicado adverte que "se vamos ser eliminados mediante a violência, prosseguiremos nossa luta [armada] e nos defenderemos com maior vontade e determinação".
O comunicado é dirigido a todos os turcos, "partidos políticos, associações, intelectuais, pacifistas e democratas, que devem ser considerados responsáveis" da melhora ou a deterioração da situação.
"O governo turco deveria admitir que os problemas [com os curdos] são internos e não atravessar as fronteiras", em referência aos últimos ataques da aviação turca a supostas bases do PKK no norte do Iraque.
O último ataque deste tipo foi anunciado no sábado pelo Exército turco, embora o PKK tenha negado que o ataque tenha acontecido em território iraquiano e o governo autônomo do Curdistão também o tenha desmentido.
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