Ex-ministro chavista é agredido após votar em referendo
da Efe, em Caracas
O ex-ministro de Defesa da Venezuela e general da reserva, Raúl Baduel --que fez campanha pelo voto do "Não" no referendo constitucional-- denunciou ter sido vítima de uma tentativa de agressão por um homem armado, que teria jogado o carro contra ele e outras pessoas que saíam de uma seção eleitoral da cidade de Maracay, a 80 km de Caracas.
O general, que já foi muito próximo do presidente Hugo Chávez, afirmou que o suspeito sacou uma arma de fogo pouco antes de fugir.
Baduel, que foi ministro da Defesa até julho e dirigiu a operação militar que restituiu Chávez na presidência depois do golpe de abril de 2002, vinha pedindo o voto no "Não" no referendo deste domingo.
"Felizmente, a multidão que me acompanhava reagiu, algumas pessoas chegaram a ter contato físico com o indivíduo, que foi contido em suas intenções de materializar uma agressão maior", disse o general à imprensa.
O militar da reserva destacou que as pessoas do lugar "mostraram múltiplas manifestações de afeto quando fizeram um escudo para proteger a minha integridade, o que me permitiu sair sem maiores conseqüências."
Baduel lamentou que quatro pessoas tenham ficado feridas no acontecido.
O ex-ministro afirmou que as informações estão sendo levantadas para a investigação do caso. Para tanto, estão fazendo uso de registros fotográficos do veículo e de sua placa.
Nas últimas semanas, Baduel vinha afirmando que a reforma constitucional, caso fosse aprovada, constituiria um golpe de Estado.
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