Bocas-de-urna apontam vitória do "sim" em referendo na Venezuela
da Efe, em Caracas
Três empresas de pesquisa venezuelanas apontaram o "sim" como vencedor em suas primeiras projeções de votos após o referendo realizado neste domingo sobre a reforma constitucional proposta pelo presidente Hugo Chávez.
Estas enquetes --divulgadas apesar de a lei proibir a publicação de pesquisas na Venezuela antes dos resultados oficiais que serão anunciados pelo CNE (Conselho Nacional Eleitoral)-- foram realizadas pela PLM Consultores, Datanálisis e Ivad (Instituto Venezuelano de Análise de Dados). Todas refletem a vitória do "sim".
A PLM Consultores dá 54% ao "sim" e 46% ao "não"; a Datanálisis 56% ao "sim" e 44% ao "não"; e o Ivad 53% ao "sim" e 47% ao "não".
Concordando com estas pesquisas, o ministro venezuelano de Informação, William Lara, disse que a oposição conhece o resultado do referendo e pediu que seus líderes o reconheçam para honrar a palavra que este sábado empenharam perante as autoridades eleitorais.
"O comando do "não" sabe qual é o resultado. É a hora de cumprirem a palavra que ontem empenharam perante o CNE que reconheceriam o resultado", disse Lara ao canal "Venevisión".
O ministro assinalou que não dará dados sobre a consulta antes do CNE, mas insistiu em que "é a hora de os dirigentes da oposição demonstrem sua grandeza democrática" reconhecendo a vontade expressa nas urnas.
Cerca de 16 milhões de venezuelanos tiveram hoje a oportunidade de aprovar ou rejeitar com seu voto a reforma constitucional promovida pelo presidente Hugo Chávez, que entre outras coisas possibilita aos presidentes a opção pela reeleição sem limite de mandatos consecutivos e reconhece a propriedade comunal, além da privada.
Os bispos católicos, a oposição política, além de grupos dissidentes do Governo como o Podemos, os estudantes e os empresários pediram o voto no "não".
Espera-se que o CNE emita o primeiro Boletim Oficial em torno das 21h (23h de Brasília).
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