Mundo
03/12/2007 - 03h53

Chávez reconhece derrota em referendo de reforma constitucional

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da Folha Online

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aceitou sua derrota no referendo realizado neste domingo (2) para a reforma constitucional que, entre outras coisas, possibilitaria aos presidentes a opção pela reeleição sem limite de mandatos consecutivos.

Chávez admitiu, nesta segunda-feira (3), a tendência irreversível tomada a favor do "não". "Com o coração digo a vocês que por horas estive em um dilema. Saí do dilema e já estou tranqüilo, espero que o venezuelanos também", afirmou o presidente em entrevista coletiva, logo após o resultado apontado pelo CNE (Conselho Nacional Eleitoral).

"Parabenizo os meus adversários por esta vitória", disse o presidente venezuelano, que propôs as mudanças à Carta Magna de 1999. "Por enquanto, não conseguimos", manifestou Chávez, antes de acrescentar que cumpre seu compromisso de respeitar as instituições.

Segundo a apuração do CNE, 50,7% dos venezuelanos votaram contra o primeiro bloco de artigos submetidos à consulta, enquanto 49,29% optaram pelo "sim". O segundo bloco de reforma foi rejeitado por 51,05% dos eleitores enquanto 48,94% o aprovaram.

A votação foi marcada pela abstenção às urnas, que chegou a 44,9%.

Com Efe e France Presse

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Comentários dos leitores
O Pacificador (148) 18/11/2009 20h02
O Pacificador (148) 18/11/2009 20h02
"Presidente de TV diz que Chávez faz de tudo para levá-lo à prisão..."
E continuará fazendo...
Essa gente, odeia a imprensa livre e os direitos individuais.
A Argentina, segue pelo mesmo caminho perigoso.
O Brasil, está aos poucos sendo cercado por um "muro" de populistas e demagogos da pior espécie.
O triste é saber, que tem muita gente aqui, que adoraria ir pelo mesmo caminho dos comunistas bolivarianos.
Vão sonhando, vão sonhando...
sem opinião
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Santos Júnior (290) 18/11/2009 01h00
Santos Júnior (290) 18/11/2009 01h00
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer erigir para si um pedestal onde possa aparecer ante a Europa e os Estados Unidos como o grande patrono da governança latino-americana. Auto-suficiente e com um visível tom de desprezo, seu anúncio inconsulto feito em Londres ante os editores do Financial Times, no sentido de que ele "reunirá" em 26 de novembro Hugo Chávez e Álvaro Uribe em Manaus "para que resolvam suas diferenças", é um insulto à Colômbia e uma piada à realidade do que está ocorrendo no continente.
Depois de ter apoiado, por ação ou omissão, o expansionismo totalitário do chefe de Estado venezuelano, Lula quer dar-lhe uma virgindade e apresentá-lo como uma vítima dos Estados Unidos e da Colômbia.
É bom o sr Lula tirar o cavalinho da chuva que a festinha está prestes a terminar.
2 opiniões
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J. R. (1157) 17/11/2009 20h30
J. R. (1157) 17/11/2009 20h30
O lucro do petróleo venezuelano está indo também para a educação, hoje no dia do estudante universitário houve uma passeata nas maiores cidades venezuelanas em comemoração ao sucesso da inclusão ao curso superior de mais de 2 milhões e meio de bacharéis, sendo que em 1999 haviam apenas 166 mil. Um povo com formação saberá defender seus direitos, além de fazer o país crescer em todos os sentidos, deixando a criminalidade e a pobreza. Lula deveria olhar mais para o processo educativo venezuelano como possível modelo para o Brasil, cuja educação está crescendo apenas pelas mãos da iniciativa privada. A melhor maneira de fazer um país crescer de fato é apenas pela educação, e o lucro do petróleo, que é astronômico no Brasil, dado o preço dos combustíveis, é uma boa alavanca para o nosso processo. A Venezuela de fato passa por uma transformação, só não vê quem não quer ver. 1 opinião
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