Mundo
03/12/2007 - 08h20

Professora britânica detida no Sudão recebe perdão presidencial

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da Folha Online

A professora britânica Gillian Gibbons, detida no Sudão por permitir que seus alunos pusessem o nome do profeta Maomé em um urso de pelúcia, obteve o perdão presidencial, informou nesta segunda-feira a rede britânica BBC.

A notícia da libertação de Gibbons foi divulgada após dois parlamentares britânicos muçulmanos se reunirem com o presidente sudanês, Omar al Bashir, a quem pediram a libertação da professora.

O trabalhista Nazir Ahmed, o primeiro muçulmano a chegar à Câmara dos Lordes, e a baronesa Sayeeda Hussain Warsi, do Partido Conservador, viajaram à capital Cartum para se reunir com Bashir e visitar a professora, de 54 anos.

"O presidente nos disse que já assinou os documentos para [oficializar] o perdão", disse Ahmed.

Em um comunicado divulgado pelo palácio presidencial e lido por Warsi, Gibbons diz lamentar se causou uma "tensão".

"Tenho um grande respeito pela religião islâmica e jamais ofenderia alguém voluntariamente", disse Gibbons.

"Estou ansiosa para rever minha família e amigos, mas, ao mesmo tempo, estou muito sentida por não poder voltar ao Sudão novamente", acrescentou.

Segundo a imprensa britânica, um assessor presidencial sudanês disse que a professora será libertada ainda nesta segunda.

O porta-voz do Conselho Muçulmano do Reino Unido, Inayat Bunglawala, afirmou que Gillian nunca deveria ter sido detida.

"Será maravilhoso tê-la outra vez no Reino Unido. Tenho certeza que será bem-vinda tanto por muçulmanos como por não muçulmanos depois dos terríveis momentos passados nas mãos das autoridades sudanesas", ressaltou Bunglawala.

Gillian Gibbons foi detida há oito dias por permitir que seus alunos chamassem um urso de pelúcia pelo nome de Maomé. Pouco depois, um tribunal sudanês condenou a professora a 15 dias de prisão.

Premiê Britânico

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, expressou nesta segunda-feira sua satisfação e "alívio" pela libertação de Gibbons no Sudão e disse que prevaleceu o "bom senso".

"Será libertada e estará sob o cuidado de nossa embaixada em Cartum", acrescentou.

Brown afirmou em comunicado que se sentiu satisfeito ao ver que "os grupos muçulmanos de todo o Reino Unido expressaram seu forte apoio a este caso".

"Elogio os esforços particulares do lorde Ahmed e da baronesa Warsi para conseguir sua libertação. Também agradeço a todos os funcionários pelo trabalho realizado", disse.

Com Efe e Associated Press

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