26/12/2001
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11h08
O ministro indiano da Defesa, George Fernandes, aumentou ainda mais a tensão existente no Paquistão ao anunciar hoje que os mísseis da Índia estão "em posição" próximo da fronteira paquistanesa, segundo uma nota da agência "PTI", ao ser questionado sobre o deslocamento de tropas na fronteira.
Fernandes não deu mais informações sobre o fato, mas, segundo a imprensa, o Exército indiano levou uma bateria de mísseis a um lugar próximo da fronteira com Pendjab.
Esse míssil tem um alcance máximo de 150 km e capacidade para transportar uma bomba nuclear, ressaltaram especialistas. O ministro indiano não disse se seu país estava mobilizando mísseis balísticos Agni-1, cujo alcance é de 1.500 quilômetros. Atualmente, a Índia estuda uma versão do Agni de maior alcance.
"No momento, todos nossos esforços se concentram no Agni-II [cujo alcance é de 2.500 km] e não temos planos para um míssil com maior raio de ação", afirmou o ministro citado pela "PTI".
Desde o atentado suicida contra o Parlamento indiano, no dia 13 de dezembro, que causou 14 mortes, entre elas as dos cinco autores, os dois países concentram suas tropas de cada lado da fronteira.
Índia e Paquistão já viveram três guerras desde sua independência em 1947.
Há vários dias que o movimento de tropas tem sido observado dos dois lados da fronteira, assim como na linha de controle, que separa os setores indiano e paquistanês da Caxemira, no Himalaia.
Vários confrontos e tiroteios causaram cinco mortes pelo menos entre os dois Exércitos dos dois países.
A Índia ordenou que seu embaixador em Islamabad voltasse e interrompeu na sexta-feira (21) o transporte ferroviário e rodoviário para o Paquistão, enquanto as duas capitais se acusam de espionagem.
O governo paquistanês tem demonstrado vontade de apaziguar os ânimos ao mandar bloquear as contas bancárias da Lasjar-i-Taiba, organização de combatentes que luta contra a presença militar indiana na Caxemira, seguindo o exemplo dado por Washington.
Ontem, Islamabad também anunciou a prisão de Maulana Masood Azhar, chefe do Jais-i-Mohammed, grupo ativo na Caxemira.
Entretanto, essas medidas paquistanesas não satisfazem Nova Déli, que as classifica como "superficiais". Um dirigente indiano exigiu "o fechamento dos campos terroristas".
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da France Presse, em Nova Déli (Índia)O ministro indiano da Defesa, George Fernandes, aumentou ainda mais a tensão existente no Paquistão ao anunciar hoje que os mísseis da Índia estão "em posição" próximo da fronteira paquistanesa, segundo uma nota da agência "PTI", ao ser questionado sobre o deslocamento de tropas na fronteira.
Fernandes não deu mais informações sobre o fato, mas, segundo a imprensa, o Exército indiano levou uma bateria de mísseis a um lugar próximo da fronteira com Pendjab.
Esse míssil tem um alcance máximo de 150 km e capacidade para transportar uma bomba nuclear, ressaltaram especialistas. O ministro indiano não disse se seu país estava mobilizando mísseis balísticos Agni-1, cujo alcance é de 1.500 quilômetros. Atualmente, a Índia estuda uma versão do Agni de maior alcance."No momento, todos nossos esforços se concentram no Agni-II [cujo alcance é de 2.500 km] e não temos planos para um míssil com maior raio de ação", afirmou o ministro citado pela "PTI".
Desde o atentado suicida contra o Parlamento indiano, no dia 13 de dezembro, que causou 14 mortes, entre elas as dos cinco autores, os dois países concentram suas tropas de cada lado da fronteira.
Índia e Paquistão já viveram três guerras desde sua independência em 1947.
Há vários dias que o movimento de tropas tem sido observado dos dois lados da fronteira, assim como na linha de controle, que separa os setores indiano e paquistanês da Caxemira, no Himalaia.
Vários confrontos e tiroteios causaram cinco mortes pelo menos entre os dois Exércitos dos dois países.
A Índia ordenou que seu embaixador em Islamabad voltasse e interrompeu na sexta-feira (21) o transporte ferroviário e rodoviário para o Paquistão, enquanto as duas capitais se acusam de espionagem.
O governo paquistanês tem demonstrado vontade de apaziguar os ânimos ao mandar bloquear as contas bancárias da Lasjar-i-Taiba, organização de combatentes que luta contra a presença militar indiana na Caxemira, seguindo o exemplo dado por Washington.
Ontem, Islamabad também anunciou a prisão de Maulana Masood Azhar, chefe do Jais-i-Mohammed, grupo ativo na Caxemira.
Entretanto, essas medidas paquistanesas não satisfazem Nova Déli, que as classifica como "superficiais". Um dirigente indiano exigiu "o fechamento dos campos terroristas".
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