Mundo
17/12/2007 - 16h19

Putin afirma que está pronto para tornar-se primeiro-ministro

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da Folha Online

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta segunda-feira que está pronto para tornar-se primeiro-ministro do país, caso seu candidato à Presidência, Dmitri Medvedev, vença as eleições de março.

A declaração teve caráter protocolar, uma vez que as intenções de Putin de ocupar a liderança do governo já eram conhecidas. Com a decisão, o presidente russo garante sua influência política após deixar o Kremlin.

"Se os eleitores expressarem sua confiança em Medvedev, e ele for eleito presidente do país, eu estarei preparado para liderar o governo", afirmou Putin durante o congresso de seu partido, o Rússia Unida, em Moscou.

"Nós não devemos ter receio de transferir os poderes e o destino da Rússia para um homem como Medvedev", acrescentou o presidente russo.

Em seguida, Medvedev foi consagrado como o candidato do Rússia Unida nas eleições presidenciais, por 478 votos contra 1, em uma cerimônia sem debate.

Com o apoio de Putin, Medvedev, um político praticamente sem base própria, torna-se o virtual presidente do país.

Em um breve discurso para comunicar que aceitara a indicação, Medvedev listou suas prioridades à frente da Presidência, entre elas o fortalecimento da Rússia na cena mundial e a maior atenção à população mais jovem.

"São questões que fizeram parte da estratégia de Vladimir [Putin]. E eu também serei guiado por essa mesma estratégia, caso seja eleito presidente", disse Medvedev.

"Mas uma idéia só pode ter êxito com a participação de seu ator. Eu não tenho dúvidas de que, no futuro, Vladimir lançará mão de sua influência dentro e fora do país para o benefício da Rússia", ressaltou.

Putin, por sua vez, afirmou que não há a intenção de mudar a balança de poder entre o presidente e o primeiro-ministro em um futuro governo, como alguns analistas chegaram a especular. O poder na Rússia fica concentrado nas mãos do presidente --que comanda as Forças Armadas, define a política externa e escolhe o primeiro-ministro.

O presidente aproveitou o congresso para anunciar um aumento de 14% para os servidores públicos em geral, e 18% para os militares. O reajuste entrará em vigor em fevereiro próximo.

Com Reuters

 

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