Fujimori diz que desconhecia existência de grupo de extermínio
da Folha Online
No quarto dia de seu julgamento por violações de direitos humanos, o ex-presidente do Peru Alberto Fujimori (1990-2000) manteve a versão de que desconhecia a existência do esquadrão paramilitar Grupo Colina, acusado de realizar massacres de civis durante seu governo.
"Se esse grupo de fato existiu, sua ação não era condizente com a política de combate ao terrorismo promovida pelo governo", afirmou, nesta segunda-feira.
Ao menos 20 pessoas foram mortas por ações atribuídas ao Grupo Colina, que combatia o grupo rebelde maoísta Sendero Luminoso. Fujimori é acusado de ordenar dois massacres, em 1991 e 1992. A acusação pede 30 anos de detenção para o ex-presidente.
Durante a audiência desta segunda, Fujimori ressaltou que as próprias Forças Armadas peruanas conduziram uma investigação sobre o caso, mas não encontraram evidências.
Para Ronald Gamarra um dos advogados dos familiares das vítimas, Fujimori recorre ao expediente de dizer sempre "que não se lembra" e "que desconhecia" qualquer ligação com o Grupo Colina.
Fujimori, 69, pode se beneficiar da prisão domiciliar caso seja condenado depois de julho do ano que vem, quando completará 70 anos.
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