Polônia aprova retirada das tropas do Iraque em outubro de 2008
da Efe, em Varsóvia (Polônia)
O Governo da Polônia decidiu nesta terça-feira que os 900 soldados que o país ainda mantém em território iraquiano retornarão em outubro de 2008. A decisão ainda precisa da aprovação do presidente Lech Kaczynski, que é aliado dos Estados Unidos e defende um prolongamento da missão.
O gabinete do primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, enviou uma proposta ao chefe do Estado na qual solicita que renove por mais dez meses a autorização de permanência das tropas no Iraque, que expira no fim do ano. Com a proposta, as tropas polonesas ficariam no Iraque até 31 de outubro de 2008, quando retornariam definitivamente.
"Nossa saída do Iraque foi avisada e consultada com nossos aliados, portanto não é nenhuma surpresa para ninguém", afirmaram os ministros da Defesa, Bogdan Klich, e de Exteriores, Radoslaw Sikorski, que concederam hoje uma entrevista coletiva conjunta para explicar a decisão do Governo.
"O Executivo tem a esperança de que o presidente aprove o retorno dos militares nesta data", afirmou Klich.
Apesar das divergências, tudo indica que Kaczynski aceitará a postura governamental e dará em breve sua aprovação à medida tomada hoje.
O ministro de Exteriores fez questão de ressaltar que "as relações entre Polônia e Estados Unidos não serão prejudicadas por esta decisão". Segundo Sikorski, Washington agradeceu Varsóvia pelo apoio dado no conflito iraquiano.
Leia mais
- Atentados suicidas deixam ao menos 21 mortos e 47 feridos no Iraque
- Mil refugiados voltam por dia ao Iraque, diz governo
- "O islã" explica origens e preceitos do islamismo; leia introdução
Especial

