UE amplia área de livre circulação no continente
da France Presse, em Praga
A União Européia (UE) ampliou nesta sexta-feira a área de livre circulação do continente de 15 para 24 países, o que permitirá que 400 milhões de pessoas viajem sem passaporte pela Europa.
O Espaço Schengen, como é conhecido a área livre de controles de fronteiras, foi aprovada em 1985 por cinco países europeus --Alemanha, França, Holanda, Bélgica e Luxemburgo--, porém, só começou a vigorar dez anos depois.
A partir da meia-noite desta sexta-feira, os antigos países do bloco soviético que ingressaram na UE em 2004 --Estônia, Letônia, Lituânia, Hungria, Polônia, Eslováquia, Eslovênia, República Tcheca-- também passaram a ingressar a área de livre circulação. O nono país a intergrar o grupo é Malta, que também pôs fim às exigências fronteiriças aos vizinhos do bloco europeu.
No fim de 2009, Chipre e Suíça também devem passar a integrar o seleto grupo.
Entre os países integrantes da UE, Reino Unido e Irlanda não participam do Espaço Schengen, enquanto Noruega e Islândia, que não fazem parte da UE, integram a área de livre circulação.
Para integrar o bloco, os nove países tiveram que cumprir algumas condições exigidas, como o reforço das condições de segurança em suas fronteiras e de entrega de vistos.
A Eslovênia, por exemplo, fechou dezenas de pontos de passagem com a Croácia e recrutou 1.885 policiais para vigiar 670 km de fronteira comum.
Outra condição era a adesão das forças de segurança ao SIS (Sistema de Informação Schengen), a base on-line que contém os dados das pessoas procuradas, desaparecidas ou com proibição de estadia, assim como objetos roubados (veículos, armas, documentos de identidade, passagens e etc).
A liberdade de circulação das pessoas era um dos objetivo do Tratado de Roma de 1957, pedra fundamental da UE.
A livre circulação também beneficia os visitantes de países de fora do bloco europeu, que podem se deslocar dentro de todo o espaço Schengen com um único visto, caso seja necessário.
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