Mundo
21/12/2007 - 13h17

Após atentado que matou 50, polícia prende suspeitos no Paquistão

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da Folha Online

Policiais paquistaneses invadiram uma escola islâmica e prenderam sete estudantes após uma explosão ocorrida em uma mesquita que matou ao menos 50 pessoas nesta sexta-feira, de acordo com informações divulgadas pela agência de notícias Associated Press.

O atentado atingiu uma multidão reunida em uma mesquita na casa do ex-ministro do Interior Aftab Khan Sherpao em Charsadda, 30 km ao sudeste de Peshawar. Cerca de mil pessoas rezavam no local para celebrar a festa islâmica de Eid al Adha [cerimônia do sacrifício].

Arrshad Arbab/Efe
Policiais trabalham em local de explosão que matou 50; sete foram detidos em escola
Policiais trabalham em local de explosão que matou 50; sete foram detidos em escola após ação em casa de ex-primeiro ministro

O prefeito do distrito, Farman Ali Khan, informou que entre 50 e 55 pessoas morreram na ação. De acordo com o chefe da polícia, Feroz Shah, mais de cem pessoas ficaram feridas.

Sherpao escapou ileso, mas um de seus filhos ficou ferido na ação. "Estava rezando com meu filho e meus sobrinhos", disse ele, que aparentemente era o alvo da explosão.

A polícia suspeita de membros ligados à rede terrorista Al Qaeda ou ao Taleban [milícia que controlava 90% do Afeganistão até a invasão da coalizão liderada pelos EUA em 2001].

O ataque é o mais mortífero no Paquistão desde 18 de outubro deste ano, quando 136 pessoas morreram em Karachi, no sul do país, após um ataque suicida que tinha como alvo o comboio que seguia a ex-premiê Benazir Bhutto. Ela retornou ao país após passar oito anos no exílio, com a intenção de participar das eleições parlamentares de 8 de janeiro.

O atentado de hoje ocorre menos de uma semana depois de o ditador Pervez Musharraf suspender o estado de emergência no país, que havia sido decretado em 3 de novembro.

O ataque aumenta o clima de incerteza no país, às vésperas das eleições parlamentares.

Testemunhas

"Estávamos rezando quando uma imensa explosão ocorreu", disse Shaukat Ali, 26.

"Achei que meus tímpanos fossem estourar. Em seguida, houve uma cena de caos", contou.

Os feridos foram encaminhados para hospitais em Charsadda e Tangi.

Após a explosão, a casa de Sherpao foi cercada por dezenas de policiais e soldados.

Ele foi ministro do Interior do Paquistão até novembro, quando o ditador Pervez Musharraf nomeou um novo governo interino até as eleições legislativas, previstas para 8 de janeiro.

Ele é líder do Partido Popular do Paquistão-Sherpao, e disputará as eleições como candidato presidencial. O ditador paquistanês, Pervez Musharraf, condenou a ação desta sexta-feira.

Sherpao já havia sido ferido em um atentado em 28 de abril, durante um ato público em Charsadda. O ataque matou 29 pessoas, entre elas membros de sua equipe de segurança.

 

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