Mundo
25/12/2007 - 10h19

Bento 16 pede paz no mundo em tradicional mensagem de Natal

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da France Presse, na Cidade do Vaticano
com Efe

Milhares de fiéis se reuniram na manhã desta terça-feira na praça São Pedro de Roma para ouvir a tradicional mensagem natalina "Urbi et Orbi" ("para a cidade e para o mundo", em latim) do papa Bento 16, transmitida a 60 países por dez canais de televisão. A bênção final é pronunciada em 63 idiomas, entre eles o português e o guarani.

O pontífice pediu paz para o mundo, sobretudo no Iraque, Afeganistão, no Líbano e na Terra Santa, condenando o terrorismo e as violências dos quais são vítimas "crianças e mulheres". "Que o menino Jesus traga consolo às pessoas que vivem na provação e dê aos responsáveis dos governos sabedoria e força para buscar e encontrar soluções humanas, justas e estáveis", disse.

Alessandra Tarantino/AP
O papa Bento 16 pediu neste Natal paz para o mundo, sobretudo no Iraque, Afeganistão, no Líbano e na Terra Santa
O papa Bento 16 pediu neste Natal paz para o mundo, sobretudo no Iraque, Afeganistão, no Líbano e na Terra Santa

"Que neste dia de paz, pensemos, sobretudo, nos lugares onde ressoa o estampido das armas: nas martirizadas terras do Darfur, da Somália e do norte da República Democrática do Congo, nas fronteiras da Eritréia e da Etiópia, em todo o Oriente Médio, em particular no Iraque, no Líbano e na Terra Santa, no Afeganistão, no Paquistão, no Sri Lanka, nas regiões dos Bálcãs e nas tantas outras situações de crise, esquecidas com freqüência", rezou o papa.

"Que a luz de Cristo brilhe finalmente e seja o consolo para todos quantos vivem nas trevas da miséria, da injustiça, da guerra", declarou Joseph Ratzinger. Bento 16 também afirmou que esta luz é o consolo daqueles "que ainda vêem negadas suas aspirações legítimas de uma subsistência mais segura, de saúde, de educação, de um trabalho estável, de uma participação mais plena nas responsabilidades civis e políticas livres de toda opressão e resguardadas de situações que ofendem a dignidade humana".

Por fim, Bento 16 implorou ao Menino Jesus que encha os governantes de "sabedoria e força para buscarem e encontrarem soluções humanas, justas e estáveis".

Missa

Durante a Missa do Galo, rezada à meia-noite de segunda para terça-feira, na Basílica de São Pedro, Bento 16 denunciou também "o uso abusivo dos recursos naturais e sua exploração egoísta e sem precaução alguma".

O papa também pediu que as pessoas dediquem seu tempo aos que precisam de ajuda, lamentando que a humanidade "use todo o espaço e tempo que têm de forma tão exigente para seus assuntos próprios e não deixe nada para os outros, para o próximo, para o pobre, para Deus".

"A humanidade espera por Deus. Mas quando chega o momento, não tem lugar para ele. Está tão ocupada consigo mesma, de forma tão exigente, que necessita de todo o espaço e todo o tempo para suas coisas e já não resta nada para o outro, para o próximo, para o pobre, para Deus", lamentou o pontífice.

A missa, que foi transmitida por 88 redes de televisão de 66 países dos cinco continentes, começou com o anúncio do nascimento do Senhor. Em seguida, foi realizada uma homenagem perante uma imagem do Menino Jesus, protagonizada por crianças do mundo todo.

Presépio

Na praça São Pedro, está montado o presépio de Natal, que neste ano traz o menino Jesus numa casa e não numa gruta em Belém, como na tradição, para mostrar aos fiéis que Ele pode nascer em toda parte, segundo explicação do Vaticano.

O asno e o boi não estão presentes no presépio deste ano, enquanto que entre os personagens estão vários anjos, obras do artista mexicano Agustin Parra.

 

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