Mundo
27/12/2007 - 14h31

Veja a repercussão internacional sobre a morte de Bhutto

Publicidade

da Folha Online

Representantes de diversos países vieram a público mostrar indignação pela morte da ex-premiê do Paquistão Benazir Bhutto. Ela foi assassinada nesta quinta-feira, durante um ataque ocorrido em Rawalpindi.

O governo brasileiro afirmou que tomou conhecimento do atentado "com profunda consternação", segundo uma nota do Itamaraty.

Em um comunicado ao ditador do Paquistão, Pervez Musharraf, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressa seu "firme repúdio ao recurso à violência na vida política" e classifica o acontecimento como um "inaceitável ato terrorista". Lula ainda pede que Musharraf transmita "aos familiares das vítimas e ao povo paquistanês as profundas condolências do governo brasileiro".

Shakil Adil/AP
Países ressaltaram caráter democrático da ação de Benazir Bhutto
Países ressaltaram caráter democrático da ação de Benazir Bhutto, morta hoje

Segundo um representante da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, condenou o ataque. "Nós condenamos os atos de violência que ocorreram hoje no Paquistão", afirmou Scott Stanzel, porta-voz da Casa Branca.

Bush pediu que os assassinos da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto sejam levados à Justiça. Ele também afirmou que "os Estados Unidos condenam severamente este ataque covarde por parte de extremistas assassinos que estão tentando debilitar a democracia paquistanesa".

Em um pronunciamento em um hangar próximo ao seu rancho no Estado americano do Texas, Bush disse que Bhutto tinha consciência de que estava pondo sua vida em perigo quando decidiu retornar recentemente a seu país. "Entretanto, ela não deixou que os assassinos ditassem o curso de seu país".

Reconhecimento

Já o ministro britânico de Assuntos Exteriores, David Miliband, classificou o ataque como "sem sentido".

"Benazir Bhutto demonstrou com suas palavras e ações um compromisso profundo com seu país. Ela sabia dos riscos de retomar a campanha eleitoral [as eleições no Paquistão devem ocorrer em 8 de janeiro], mas estava convencida de que seu país precisava disso", afirmou o ministro, em comunicado.

Segundo ele, "ao atentar contra Benazir Bhutto, os grupos extremistas têm em mira aqueles que estão comprometidos com o processo democrático".

A Rússia também já se manifestou sobre o assassinato. "Condenamos este ato terrorista e expressamos nossas condolências aos familiares e aos entes queridos", afirmou o porta-voz do Ministério dos Assuntos Exteriores, Mijaíl Kaminin.

"Esperamos que as autoridades paquistanesas tomem as medidas adequadas para garantir a segurança do país", disse.

O ministro de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, elogiou a figura "eminente" da ex-premiê. Em nota, ele classificou o ataque como "odioso". Para ele, o Paquistão deve se transformar agora "no centro da atenção de toda a comunidade internacional".

A chanceler alemã, Angela Merkel, se referiu ao atentado como um "ato de ódio terrorista". "O atentado, a duas semanas de uma eleição parlamentar muito importante, vai contra a estabilidade e o processo democrático no Paquistão", disse Merkel por meio do vice-porta-voz do governo alemão, Thomas Steg.

Merkel pediu a todas as forças políticas do Paquistão que garantam a calma e atuem com responsabilidade a favor da segurança e a democracia.

Condolências

O premiê espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, afirmou ter enviado um telegrama ao ditador do Paquistão, Pervez Musharraf. Na mensagem, ele expressou condolências e disse que o momento é de "indignação e profunda dor".

Arte/Folha Online

Ele afirmou ainda que a Espanha tem a "determinação de colaborar de forma estreita com o Paquistão na consolidação da democracia e erradicação do terrorismo".

O governo dos Emirados Árabes, país em que Bhutto morava com sua família antes de retornar a Islamabad em outubro, afirmou que o ataque foi uma "ação criminosa e covarde". O ministro de Assuntos Exteriores dos Emirados Árabes, o xeque Abdullah bin Zayed, disse que a morte de Bhutto é "uma perda para Emirados, e não só para o Paquistão".

"O povo paquistanês deve unificar suas fileiras e abandonar suas divergências para enfrentar seus inimigos, que querem prejudicar a união nacional e a estabilidade do país", declarou o xeque.

Com informações das agências Efe, Associated Press e Reuters

Comentários dos leitores
Sra.Ellen
Reconheço que fui duro nas minhas palavras, mas você que me provocou.Perdão.
Todavia de fato tenho os artigos que comentei.
Livros que já li e emprestei não os tenho mais.
Mas vou te indicar alguns que tenho em mãos:
O mais importante deles é difícil de encontrar é de Élie Barnavi da Editora Cejup A HISTÓRIA UNIVERSAL DOS JUDEUS - 2) Ó JERUSALÉM de Dominique Lapierre e Larry Collins - Círculo do Livro 1971 e 1980 - 3) E A BÍBLIA TINHA RAZÃO... de Werner Keller - Edições Melhoramentos 1958 - 4) O GRANDE CONFLITO de Ellen G.White - Casa Publicadora Brasileira 1981 (vendidos mais de 4 milhões) 5) ISRAEL GOG E O ANTI-CRISTO de Abraão de Almeida - Editora CPAD -6) O PLANO DIVINO ATRAVÉS DOS SÉCULOS de Lawrence Olson - Editora CPAD e alguns mais recentes que você pode encontrar neste site:www.chamada.com.br e www.cpad.com.br
No quesito Oriente Médio um dos maiores especialistas no assunto é o americano Daniel Pipe do site www.midiasemmascara.com.br
Eu não me considero intelectual, sou apenas estudioso e meu principal contato é com alunos, por isso você não achou nada além de comentários em blogs.Mas tudo é válido, seja no contato pessoal ou na opinião " virtual ". Mas as vezes por falta de tempo e espaço não somos felizes nas conclusões das idéias e aí ocorre o desentendimento.
Li alguns comentários seus e achei muito interessante e inteligente, mas não pára somente nessa óptica.Gostei de suas últimas palavras.Vivemos debaixo do mesmo céu e horizontes diferentes
1 opinião
avalie fechar
Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Sr. José Nunes
É típica dos pseudo-intelectuais brasileiros a ênfase em sua "superioridade" intectual. Isso é retrato básico de país subdesenvolvido, isto é, enquanto grande parte da população se encontra na ignorância, os "intelectuais", providos de "conhecimento" são os donos da razão e da verdade. Geralmente as personalidades desses indivíduos assemelham-se aos dos "déspotas esclarecidos".
Procurei o seu nome no lattes e no google pensando em encontrar referências e artigos seus, mas só encontrei uma pessoa que ama fazer comentários em blogs.
Eu respeito a sua opinião, mas favor, não queria impor neste espaço verdades absolutas. A história já está cheia disso.
Mas já que você gosta tanto de história do Oriente (confesso que sou apaixonada) poderia nos indicar alguns livros interessantes? Se quiser também posso passar alguns que já li. É muito melhor a troca de informações do que insultos e propagandas de glórias individuais, não acha?
24 opiniões
avalie fechar
porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
A pedido de alguns, Do Dialogo do Inferno,
(eu acredito) falam Maquiavel e Montesquieu:
"O problema capital do nosso governo é enfraquecer o espírito público pela crítica; fazer-lhe perder o hábito de pensar, porque a reflexão cria a oposição; distrair as forças do espírito, em vãs escaramuças de eloqüência. Em todos os tempos, os povos, mesmo os mais simples indivíduos, tomaram as palavras como realidades, porque se satisfazem com a aparência das coisas e raramente se dão ao trabalho de observar se as promessas relativas à vida social foram cumpridas. Por isso, nossas instituições terão uma bela fachada..." [Protocolo 5, reiterado no Protocolo 10; ênfase adicionada]
"Para tomar conta da opinião pública, é preciso torná-la perplexa, exprimindo de diversos lados e por tanto tempo tantas opiniões contraditórias que os gentios acabarão perdidos no seu labirinto e convencidos de que, em política, o melhor é não ter opinião." [Protocolo 5; ênfase adicionada]
3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (62)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca