Mundo
27/12/2007 - 20h03

Ao menos 14 morrem no Paquistão após assassinato de ex-premiê

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da Folha Online

Ao menos 14 pessoas morreram nesta quinta-feira em violentos protestos registrados em vários pontos do Paquistão após o assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, segundo a imprensa paquistanesa.

Nesta quinta-feira, um terrorista se aproximou de Bhutto durante um comício, atirou contra a ex-premiê e, em seguida, explodiu as bombas que carregava consigo. Ao menos outras 20 pessoas morreram no atentado. Bhutto foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Anjum Naveed/AP
Simpatizantes de Benazir Bhutto levam seu caixão no hospital local de Rawalpindi
Simpatizantes de Benazir Bhutto levam seu caixão no hospital local de Rawalpindi

Dez pessoas morreram em tiroteios na cidade de Karachi (sul), onde ativistas do Partido Popular do Paquistão (PPP), do qual Bhutto era líder, incendiaram veículos e postos de gasolina em várias partes da cidade, segundo uma fonte policial citada pelas televisões locais.

Outras duas pessoas morreram na cidade oriental de Lahore, onde seguidores de Bhutto também incendiaram comércios, ônibus e carros, de acordo com um chefe policial da região.

Na localidade de Tando Allahyar, situada na Província sudeste de Sindh, a polícia entrou em confronto com protestantes e o incidente deixou um manifestante morto.

Outro homem morreu em um tiroteio no distrito de Khairpur, também em Sindh, segundo a polícia.

Os ativistas do PPP reagiram à morte da líder atacando alvos da Liga Muçulmana do Paquistão-Q (governo) e queimando postos de gasolina e veículos.

Greve geral

O ex-primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif convocou para sexta-feira uma greve geral no país após o assassinato de Bhutto.

"Haverá uma greve geral amanhã", disse Sharif durante uma coletiva de imprensa horas depois do ataque que matou Bhutto nesta quinta.

Anjum Naveed/AP
O ex-premiê Nawaz Sharif ao sair do hospital de Rawalpindi, onde Bhutto morreu
O ex-premiê Nawaz Sharif ao sair do hospital de Rawalpindi, onde Bhutto morreu

"Todos os paquistaneses estão chocados, mesmo sendo um comerciante ou um motorista ou uma pessoa normal. Quem aderir à greve estará demonstrando solidariedade para com o país", declarou.

Sharif declarou ainda que o ditador Pervez Musharraf deve renunciar imediatamente para "salvar o Paquistão" após o assassinato de Benazir Bhutto.

"Exijo que Musharraf deixe o poder, sem o atraso de mais um dia sequer, para salvar o Paquistão", disse aos repórteres.

O ex-primeiro-ministro disse que Musharraf é uma ameaça à estabilidade no Paquistão e a fonte de "todos os problemas da nação".

Musharraf atribuiu o assassinato da ex-premiê a terroristas e decretou três dias de luto oficial pela sua morte.

Funeral

O avião militar que transporta o caixão de Bhutto partiu de Islamabad com destino ao aeroporto de Sukkur, na região de Larkana (sul), onde ocorrerá o funeral, afirmou uma fonte do ministério do Interior.

Asif Zardari, marido de Bhutto, e os três filhos da ex-premiê tiveram a oportunidade de ver o corpo antes de o avião partir, informaram dirigentes políticos.

Arte/Folha Online
mapa do Paquistão com a cidade Rawalpindi em destaque

"O avião partiu com destino a Sukkur", cidade próxima a Larkana, de onde vem a família Bhutto, disse uma fonte do ministério do Interior.

Segundo pessoas próximas, Bhutto será enterrada na sexta-feira no mausoléu da família.

Adversária de Musharraf, Bhutto, 54, era a figura política mais conhecida no país. Ela ficou à frente do governo entre 1988 e 1996.

Desde seu retorno, em outubro, após oito anos de exílio, ela liderou uma série de manifestações contra o governo. Bhutto tinha o apoio dos Estados Unidos, que esperava que ela compartilhasse o poder com Musharraf.

A líder opositora sofreu um primeiro atentado no dia 18 de outubro deste ano, poucas horas depois de aterrissar no aeroporto de Karachi (sul) após oito anos de exílio, também no momento em que passava dentro de um veículo.

Naquela ocasião, Bhutto acabava de entrar no veículo após ter estado em cima dele cumprimentando centenas de milhares de partidários que foram recebê-la.

Um total de 147 pessoas morreu nesse atentado, no qual 500 ficaram feridas.

Com France Presse, Efe e Reuters

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Comentários dos leitores
Sra.Ellen
Reconheço que fui duro nas minhas palavras, mas você que me provocou.Perdão.
Todavia de fato tenho os artigos que comentei.
Livros que já li e emprestei não os tenho mais.
Mas vou te indicar alguns que tenho em mãos:
O mais importante deles é difícil de encontrar é de Élie Barnavi da Editora Cejup A HISTÓRIA UNIVERSAL DOS JUDEUS - 2) Ó JERUSALÉM de Dominique Lapierre e Larry Collins - Círculo do Livro 1971 e 1980 - 3) E A BÍBLIA TINHA RAZÃO... de Werner Keller - Edições Melhoramentos 1958 - 4) O GRANDE CONFLITO de Ellen G.White - Casa Publicadora Brasileira 1981 (vendidos mais de 4 milhões) 5) ISRAEL GOG E O ANTI-CRISTO de Abraão de Almeida - Editora CPAD -6) O PLANO DIVINO ATRAVÉS DOS SÉCULOS de Lawrence Olson - Editora CPAD e alguns mais recentes que você pode encontrar neste site:www.chamada.com.br e www.cpad.com.br
No quesito Oriente Médio um dos maiores especialistas no assunto é o americano Daniel Pipe do site www.midiasemmascara.com.br
Eu não me considero intelectual, sou apenas estudioso e meu principal contato é com alunos, por isso você não achou nada além de comentários em blogs.Mas tudo é válido, seja no contato pessoal ou na opinião " virtual ". Mas as vezes por falta de tempo e espaço não somos felizes nas conclusões das idéias e aí ocorre o desentendimento.
Li alguns comentários seus e achei muito interessante e inteligente, mas não pára somente nessa óptica.Gostei de suas últimas palavras.Vivemos debaixo do mesmo céu e horizontes diferentes
1 opinião
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Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Sr. José Nunes
É típica dos pseudo-intelectuais brasileiros a ênfase em sua "superioridade" intectual. Isso é retrato básico de país subdesenvolvido, isto é, enquanto grande parte da população se encontra na ignorância, os "intelectuais", providos de "conhecimento" são os donos da razão e da verdade. Geralmente as personalidades desses indivíduos assemelham-se aos dos "déspotas esclarecidos".
Procurei o seu nome no lattes e no google pensando em encontrar referências e artigos seus, mas só encontrei uma pessoa que ama fazer comentários em blogs.
Eu respeito a sua opinião, mas favor, não queria impor neste espaço verdades absolutas. A história já está cheia disso.
Mas já que você gosta tanto de história do Oriente (confesso que sou apaixonada) poderia nos indicar alguns livros interessantes? Se quiser também posso passar alguns que já li. É muito melhor a troca de informações do que insultos e propagandas de glórias individuais, não acha?
24 opiniões
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porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
A pedido de alguns, Do Dialogo do Inferno,
(eu acredito) falam Maquiavel e Montesquieu:
"O problema capital do nosso governo é enfraquecer o espírito público pela crítica; fazer-lhe perder o hábito de pensar, porque a reflexão cria a oposição; distrair as forças do espírito, em vãs escaramuças de eloqüência. Em todos os tempos, os povos, mesmo os mais simples indivíduos, tomaram as palavras como realidades, porque se satisfazem com a aparência das coisas e raramente se dão ao trabalho de observar se as promessas relativas à vida social foram cumpridas. Por isso, nossas instituições terão uma bela fachada..." [Protocolo 5, reiterado no Protocolo 10; ênfase adicionada]
"Para tomar conta da opinião pública, é preciso torná-la perplexa, exprimindo de diversos lados e por tanto tempo tantas opiniões contraditórias que os gentios acabarão perdidos no seu labirinto e convencidos de que, em política, o melhor é não ter opinião." [Protocolo 5; ênfase adicionada]
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