Mundo
28/12/2007 - 01h28

Países asiáticos condenam ataque que matou ex-premiê paquistanesa

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da Folha Online

Grande parte da comunidade asiática condenou nesta quinta-feira (27) o atentado que matou a ex-premiê paquistanesa Benazir Bhutto em Rawalpindi. China, Japão, Coréia do Sul e Filipinas se manifestaram com condolências aos familiares dos mortos e criticaram duramente o atentado, que matou ao menos 20 pessoas.

A China, um tradicional aliado do Paquistão desde a independência do país, há 60 anos, condenou "energicamente" o assassinato e enviou condolências à família da líder oposicionista paquistanesa, assim como aos parentes dos outros mortos no atentado terrorista de ontem.

Arte/Folha Online

"Condenamos de forma contundente esse ato terrorista", disse poucas horas depois do atentado o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Qin Gang, em um comunicado.

O Japão anunciou que "condena firmemente os atos terroristas desprezíveis e imperdoáveis, porque pretendem destruir através da violência os esforços no Paquistão para realizar eleições justas e democráticas", afirmou em comunicado o ministro de Relações Exteriores japonês, Masahiko Komura.

"Esperamos sinceramente que o Paquistão possa superar esta tragédia e continue lutando contra o terrorismo enquanto avança na promoção da democracia", acrescentou Komura.

Ele afirmou que a luta contra o terrorismo "é importante não só para o Paquistão, mas também para seus vizinhos e para a comunidade internacional em seu conjunto".

Filipinas e Coréia

A presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, lamentou o episódio de terrorismo, que chamou de atrocidade sem sentido e "assalto à democracia".

"As Filipinas se unem ao resto do mundo civilizado em solidariedade contra essa barbaridade", disse Arroyo, numa mensagem divulgada pelo Palácio de Malacañang.

O governo sul-coreano expressou seu desejo de uma "estabilização pacífica" no Paquistão. Em comunicado, o Ministério de Relações Exteriores da Coréia do Sul se disse "impressionado" e transmitiu "sinceras condolências" aos parentes de Bhutto.

"Nosso governo condena qualquer tipo de ato terrorista e espera que o Paquistão possa ser estabilizado através de meios pacíficos", acrescentou.

Atentado

Greg Baker/AP
Bhutto: ex-premiê governo Paquistão por dois mandatos, mas não completou nenhum
Bhutto: ex-premiê governo Paquistão por dois mandatos, mas não completou nenhum

O atentado ocorreu minutos após Bhutto dirigir-se a um grupo de milhares de apoiadores na cidade de Rawalpindi. Bhutto chegou a ser hospitalizada, mas morreu às 18h16 do horário local, informou Wasif Ali Khan, membro do PPP (Partido do Povo Paquistanês).

A notícia de sua morte foi seguida de forte comoção. Em frente ao hospital, apoiadores de Bhutto eram vistos quebrando os vidros das janelas e expressando raiva. Outros apenas choravam. Alguns dirigiram xingamentos ao ditador do Paquistão, Pervez Musharraf, principal adversário da ex-premiê.

Adversária de Musharraf, Bhutto, 54, era a figura política mais conhecida no país. Ela ficou à frente do governo entre 1988 e 1996. Desde seu retorno, em outubro, após oito anos de exílio, ela liderou uma série de manifestações contra o governo. Bhutto tinha o apoio dos Estados Unidos, que esperava que ela compartilhasse o poder com Musharraf.

Repercussão

Mais cedo, representantes de diversos países vieram a público mostrar indignação pela morte da ex-premiê.

O governo brasileiro afirmou que tomou conhecimento do atentado "com profunda consternação", segundo uma nota do Itamaraty.

Em um comunicado ao ditador do Paquistão, Pervez Musharraf, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressa seu "firme repúdio ao recurso à violência na vida política" e classifica o acontecimento como um "inaceitável ato terrorista". Lula ainda pede que Musharraf transmita "aos familiares das vítimas e ao povo paquistanês as profundas condolências do governo brasileiro".

Bush pediu que os assassinos da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto sejam levados à Justiça. Ele também afirmou que "os Estados Unidos condenam severamente este ataque covarde por parte de extremistas assassinos que estão tentando debilitar a democracia paquistanesa".

Em um pronunciamento em um hangar próximo ao seu rancho no Estado americano do Texas, Bush disse que Bhutto tinha consciência de que estava pondo sua vida em perigo quando decidiu retornar recentemente a seu país. "Entretanto, ela não deixou que os assassinos ditassem o curso de seu país".

Comentários dos leitores
Sra.Ellen
Reconheço que fui duro nas minhas palavras, mas você que me provocou.Perdão.
Todavia de fato tenho os artigos que comentei.
Livros que já li e emprestei não os tenho mais.
Mas vou te indicar alguns que tenho em mãos:
O mais importante deles é difícil de encontrar é de Élie Barnavi da Editora Cejup A HISTÓRIA UNIVERSAL DOS JUDEUS - 2) Ó JERUSALÉM de Dominique Lapierre e Larry Collins - Círculo do Livro 1971 e 1980 - 3) E A BÍBLIA TINHA RAZÃO... de Werner Keller - Edições Melhoramentos 1958 - 4) O GRANDE CONFLITO de Ellen G.White - Casa Publicadora Brasileira 1981 (vendidos mais de 4 milhões) 5) ISRAEL GOG E O ANTI-CRISTO de Abraão de Almeida - Editora CPAD -6) O PLANO DIVINO ATRAVÉS DOS SÉCULOS de Lawrence Olson - Editora CPAD e alguns mais recentes que você pode encontrar neste site:www.chamada.com.br e www.cpad.com.br
No quesito Oriente Médio um dos maiores especialistas no assunto é o americano Daniel Pipe do site www.midiasemmascara.com.br
Eu não me considero intelectual, sou apenas estudioso e meu principal contato é com alunos, por isso você não achou nada além de comentários em blogs.Mas tudo é válido, seja no contato pessoal ou na opinião " virtual ". Mas as vezes por falta de tempo e espaço não somos felizes nas conclusões das idéias e aí ocorre o desentendimento.
Li alguns comentários seus e achei muito interessante e inteligente, mas não pára somente nessa óptica.Gostei de suas últimas palavras.Vivemos debaixo do mesmo céu e horizontes diferentes
1 opinião
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Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Sr. José Nunes
É típica dos pseudo-intelectuais brasileiros a ênfase em sua "superioridade" intectual. Isso é retrato básico de país subdesenvolvido, isto é, enquanto grande parte da população se encontra na ignorância, os "intelectuais", providos de "conhecimento" são os donos da razão e da verdade. Geralmente as personalidades desses indivíduos assemelham-se aos dos "déspotas esclarecidos".
Procurei o seu nome no lattes e no google pensando em encontrar referências e artigos seus, mas só encontrei uma pessoa que ama fazer comentários em blogs.
Eu respeito a sua opinião, mas favor, não queria impor neste espaço verdades absolutas. A história já está cheia disso.
Mas já que você gosta tanto de história do Oriente (confesso que sou apaixonada) poderia nos indicar alguns livros interessantes? Se quiser também posso passar alguns que já li. É muito melhor a troca de informações do que insultos e propagandas de glórias individuais, não acha?
24 opiniões
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porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
A pedido de alguns, Do Dialogo do Inferno,
(eu acredito) falam Maquiavel e Montesquieu:
"O problema capital do nosso governo é enfraquecer o espírito público pela crítica; fazer-lhe perder o hábito de pensar, porque a reflexão cria a oposição; distrair as forças do espírito, em vãs escaramuças de eloqüência. Em todos os tempos, os povos, mesmo os mais simples indivíduos, tomaram as palavras como realidades, porque se satisfazem com a aparência das coisas e raramente se dão ao trabalho de observar se as promessas relativas à vida social foram cumpridas. Por isso, nossas instituições terão uma bela fachada..." [Protocolo 5, reiterado no Protocolo 10; ênfase adicionada]
"Para tomar conta da opinião pública, é preciso torná-la perplexa, exprimindo de diversos lados e por tanto tempo tantas opiniões contraditórias que os gentios acabarão perdidos no seu labirinto e convencidos de que, em política, o melhor é não ter opinião." [Protocolo 5; ênfase adicionada]
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