Mundo
28/12/2007 - 18h05

Reino Unido e Suíça desaconselham viagens ao Paquistão

Publicidade

da Folha Online

Os governos de Reino Unido e Suíça recomendaram nesta sexta-feira a seus cidadãos que não viajem ao Paquistão por causa do assassinato da líder opositora paquistanesa Benazir Bhutto.

A ex-primeira-ministra morreu na quinta-feira, em um atentado perpetrado em Rawalpindi, próximo de Islamabad, e no qual também foram assassinadas outras 20 pessoas após a realização de um comício.

O Ministério das Relações Exteriores britânico desaconselhou, em seu site oficial, as viagens ao país, depois dos surtos de violência suscitados após a morte de Bhutto.

Quanto aos cidadãos britânicos que se encontram atualmente no Paquistão, o governo lhes aconselhou que permaneçam afastados das ruas, já que é previsto um aumento da violência após o funeral da líder opositora.

Já a Chancelaria suíça desaconselhou viagens ao país asiático "até que a situação se esclareça".

"Após este atentado, as tensões políticas se acentuaram. Algumas cidades são palco de revoltas e manifestações", diz a Chancelaria, que recomenda às pessoas que necessitarem ir ao país que se abstenham de se aproximar de locais muito movimentados.

O governo suíço alertou ainda para o fato de que, no passado, estrangeiros e instituições cristãs foram alvo de ataques no Paquistão.

Japão

O governo do Japão afirmou nesta sexta que pode rever a ajuda que fornece ao Paquistão, dependendo do que acontecer ao país após o assassinato de Bhutto, informou a agência japonesa Kyodo.

O porta-voz do governo japonês, Nobutaka Machimura, e o chanceler Masahiko Komura transmitiram de forma implícita a sua advertência. Mas também prometeram apoiar a democratização do Paquistão, de acordo com a Kyodo.

"Não podemos dizer que o assassinato por terroristas leve diretamente a uma mudança no fornecimento de ajuda. Mas devemos considerar todos os fatores e estudar os próximos eventos", disse Komura em entrevista coletiva.

O chefe da diplomacia japonesa disse temer as repercussões do assassinato de Bhutto na democratização do Paquistão. Para sele, seria "preocupante" se o país não continuasse pela senda democrática.

Já Machimura apontou que "há certas limitações à influência do Japão", mas o governo deve "estudar seriamente até onde pode ir com sua diplomacia".

O ministro porta-voz japonês considerou a morte da líder oposicionista paquistanesa "uma perda significativa" e condenou o atentado terrorista de ontem.

Condenações

O primeiro-ministro da Malásia, Abdullah Ahmad Badawi, que é também o atual presidente da Organização da Conferência Islâmica (OIC), condenou nesta sexta o assassinato de Bhutto e rejeitou o extremismo violento.

"O recurso ao extremismo e à violência é inaceitável e não pode ser tolerado em nenhum lugar", disse o primeiro-ministro, em comunicado.

Malásia e Paquistão são dois de 57 países que formam a OIC, nascida em 1969 com a finalidade defender a vigência dos princípios do Islã e sustentar a ação solidária entre seus membros.

O Mercosul expressou nesta sexta uma enérgica condenação ao "brutal atentado" que nesta quinta-feira matou Bhutto.

Os Estados-membros do bloco (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e seus associados (Bolívia, Chile, Equador, Peru, Colômbia e Venezuela) transmitiram "aos familiares das vítimas e ao povo do Paquistão suas mais sentidas condolências", de acordo com uma declaração divulgada pela Chancelaria da Argentina, a cargo da Presidência semestral do Mercosul.

A presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, lamentou o assassinato de Bhutto, que chamou de atrocidade sem sentido e "assalto à democracia".

O governo sul-coreano também condenou o assassinato de Bhutto e expressou seu desejo de uma "estabilização pacífica" no Paquistão.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Coréia do Sul se disse "impressionado" e transmitiu "sinceras condolências" aos parentes de Bhutto.

Ainda nesta sexta, o governo da China anunciou a sua condenação ao assassinato de Bhutto e enviou condolências à família da líder oposicionista paquistanesa, assim como aos parentes dos outros mortos no atentado terrorista desta quinta.

A China tem sido um tradicional aliado do Paquistão desde a independência do país, especialmente em seu prolongado conflito com a Índia pela região da Caxemira.

Commonwealth

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, condenou nesta sexta o assassinato de Bhutto e afirmou que o Paquistão continuará fora da Comunidade Britânica de Nações (Commonwealth) até a realização de eleições.

Clark disse se sentir profundamente afetada pelo assassinato da ex-primeira-ministra do Paquistão. Ela afirmou que espera que a morte de Bhutto não seja usada como desculpa para adiar as eleições previstas para 8 de janeiro.

Ela recomendou que os neozelandeses evitem viajar ao Paquistão, porque existe um "risco extremo" no país.

O Grupo de Ação Ministerial da Commonwealth decidiu suspender o Paquistão após a recusa do presidente Pervez Musharraf de levantar o estado de emergência no país.

Com France Presse, Efe e Reuters

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

Comentários dos leitores
Sra.Ellen
Reconheço que fui duro nas minhas palavras, mas você que me provocou.Perdão.
Todavia de fato tenho os artigos que comentei.
Livros que já li e emprestei não os tenho mais.
Mas vou te indicar alguns que tenho em mãos:
O mais importante deles é difícil de encontrar é de Élie Barnavi da Editora Cejup A HISTÓRIA UNIVERSAL DOS JUDEUS - 2) Ó JERUSALÉM de Dominique Lapierre e Larry Collins - Círculo do Livro 1971 e 1980 - 3) E A BÍBLIA TINHA RAZÃO... de Werner Keller - Edições Melhoramentos 1958 - 4) O GRANDE CONFLITO de Ellen G.White - Casa Publicadora Brasileira 1981 (vendidos mais de 4 milhões) 5) ISRAEL GOG E O ANTI-CRISTO de Abraão de Almeida - Editora CPAD -6) O PLANO DIVINO ATRAVÉS DOS SÉCULOS de Lawrence Olson - Editora CPAD e alguns mais recentes que você pode encontrar neste site:www.chamada.com.br e www.cpad.com.br
No quesito Oriente Médio um dos maiores especialistas no assunto é o americano Daniel Pipe do site www.midiasemmascara.com.br
Eu não me considero intelectual, sou apenas estudioso e meu principal contato é com alunos, por isso você não achou nada além de comentários em blogs.Mas tudo é válido, seja no contato pessoal ou na opinião " virtual ". Mas as vezes por falta de tempo e espaço não somos felizes nas conclusões das idéias e aí ocorre o desentendimento.
Li alguns comentários seus e achei muito interessante e inteligente, mas não pára somente nessa óptica.Gostei de suas últimas palavras.Vivemos debaixo do mesmo céu e horizontes diferentes
1 opinião
avalie fechar
Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Sr. José Nunes
É típica dos pseudo-intelectuais brasileiros a ênfase em sua "superioridade" intectual. Isso é retrato básico de país subdesenvolvido, isto é, enquanto grande parte da população se encontra na ignorância, os "intelectuais", providos de "conhecimento" são os donos da razão e da verdade. Geralmente as personalidades desses indivíduos assemelham-se aos dos "déspotas esclarecidos".
Procurei o seu nome no lattes e no google pensando em encontrar referências e artigos seus, mas só encontrei uma pessoa que ama fazer comentários em blogs.
Eu respeito a sua opinião, mas favor, não queria impor neste espaço verdades absolutas. A história já está cheia disso.
Mas já que você gosta tanto de história do Oriente (confesso que sou apaixonada) poderia nos indicar alguns livros interessantes? Se quiser também posso passar alguns que já li. É muito melhor a troca de informações do que insultos e propagandas de glórias individuais, não acha?
24 opiniões
avalie fechar
porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
A pedido de alguns, Do Dialogo do Inferno,
(eu acredito) falam Maquiavel e Montesquieu:
"O problema capital do nosso governo é enfraquecer o espírito público pela crítica; fazer-lhe perder o hábito de pensar, porque a reflexão cria a oposição; distrair as forças do espírito, em vãs escaramuças de eloqüência. Em todos os tempos, os povos, mesmo os mais simples indivíduos, tomaram as palavras como realidades, porque se satisfazem com a aparência das coisas e raramente se dão ao trabalho de observar se as promessas relativas à vida social foram cumpridas. Por isso, nossas instituições terão uma bela fachada..." [Protocolo 5, reiterado no Protocolo 10; ênfase adicionada]
"Para tomar conta da opinião pública, é preciso torná-la perplexa, exprimindo de diversos lados e por tanto tempo tantas opiniões contraditórias que os gentios acabarão perdidos no seu labirinto e convencidos de que, em política, o melhor é não ter opinião." [Protocolo 5; ênfase adicionada]
3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (62)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca