Mundo
29/12/2007 - 21h28

Partido de Bhutto decide sucessor e se participa de pleito

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da Folha Online

O Partido do Povo do Paquistão (PPP), até a última quarta-feira liderado por Benazir Bhutto, quando a ex-premiê assassinada, discute neste domingo qual será o próximo líder do partido e se a legenda participa das eleições legislativas previstas para janeiro.

O assassinato de Bhutto na última quinta-feira (27), desencadeou uma onda de violência no país e lançou dúvidas sobre a realização de eleições no próximo dia 8, aprofundando a crise no aliado-chave dos EUA contra o terrorismo, que tenta se apresentar como uma democracia.

Arte/Folha Online

O PPP rejeitou as afirmações do governo de que ela foi assassinada pela rede terorrista Al Qaeda, dizendo que o governo do ditador Pervez Musharraf estava tentando encobrir as suas falhas em protegê-la.

Sem a liderança carismática de Bhutto, que era apontada como a favorita para se tornar premiê, seu partido ficou desorientado. O filho da ex-premiê, Bilawal, 19, irá ler seu testamento no domingo, mas o estudante de direito de Oxford é visto como muito jovem para assumir a dinastia cuja história é intrínseca à história do país.

O PPP foi fundado por Zulfikar Ali Bhutto, pai de Benazir, em 1967. Premiê do Paquistão na década de 1970, Zulfikar foi assassinado pelo ditador general Zia ul Haq.

Com a morte de Zulfikar, a ex-premiê assumiu a direção do PPP.

A escolha entre os sucessor deve ficar entre o marido de Bhutto Asif Ali Zardari, e seu principal assessor, Makhdoom Amin Fahim.

"Todos no partido sabem que eles devem levar adiante o legado de Bhutto e, sem o legado, não são ninguém", disse Najam Sethi, editor do "Daily Times".

A liderança do partido, que se reunirá em Naudero, cidade natal de Bhutto, no sul do Paquistão, deve também decidir se participa das eleições caso elas sejam realizadas.

O partido de oposição do ex-premiê Nawaz Sharif disse que irá boicotar o pleito e tenta convencer o PPP de Bhutto a fazer o mesmo.

Até agora, o governo não anunciou nenhuma decisão de adiar ou cancelar as eleições, mas a Comissão Eleitoral disse que irá realizar uma reunião de emergência na segunda-feira.

Favorito dos EUA

Apesar de o presidente dos EUA, George W. Bush, pedir ao Paquistão que realize as eleições, um porta-voz da Casa Branca afirmou que cabe às autoridades paquistanesas determinarem quando elas devem ser realizadas.

Washington havia encorajado Bhutto --política liberal para os padrões paquistaneses e contra o extremismo islâmico-- a participar do pleito. A ex-premiê voltou ao país em outubro, na esperança de se tornar primeira-ministra pela terceira vez -- nas outras duas ela foi deposta por acusações de corrupção e improbidade.

Sua morte arruinou os planos americanos de divisão de poder entre ela e Musharraf, que tomou o poder em um golpe militar em 1999, mas deixou o Exército em novembro para assumir como um presidente civil. A participação de Bhutto no governo era importante para os EUA na sua tentativa de conferir ao Paquistão, importante aliado, um caráter democrático.

Quando questionado pela rede BBC neste sábado se gostaria de assumir a liderança do partido, seu marido respondeu que "depende da vontade do partido".

Zardari pode se tornar um líder carismático e ganhou respeito por passar oito anos preso sem ser condenado. No entanto, políticos o acusam de corrupção e muitos partidários do PPP o acusam de manchar o nome de Bhutto.

Muitos dos líderes do PPP são da mesma classe proprietária de terras de Bhutto, mas o partido tem muitos seguidores entre os mais pobres do país.

Protestos

Protestos violentos contra Musharraf continuam ocorrendo, após os distúrbios em razão da morte de Bhutto. Ao menos 44 pessoas morreram em diferentes incidentes pelo país.

Um assistente próximo da ex-premiê quem preparou o corpo de Bhutto para o funeral considerou como ridícula a versão do governo de que ela morreu ao bater a cabeça no teto solar durante o ataque suicida.

Um porta-voz do partido afirmou que ela foi atingida por um tiro na cabeça.

O partido também disse que o governo deve mostrar as evidências que incriminam a Al Qaeda.

Um porta-voz do líder extremista Baitullah Mehsud, responsabilizado pela ação, disse que "não atacamos mulher".

Com Reuters

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Comentários dos leitores
Sra.Ellen
Reconheço que fui duro nas minhas palavras, mas você que me provocou.Perdão.
Todavia de fato tenho os artigos que comentei.
Livros que já li e emprestei não os tenho mais.
Mas vou te indicar alguns que tenho em mãos:
O mais importante deles é difícil de encontrar é de Élie Barnavi da Editora Cejup A HISTÓRIA UNIVERSAL DOS JUDEUS - 2) Ó JERUSALÉM de Dominique Lapierre e Larry Collins - Círculo do Livro 1971 e 1980 - 3) E A BÍBLIA TINHA RAZÃO... de Werner Keller - Edições Melhoramentos 1958 - 4) O GRANDE CONFLITO de Ellen G.White - Casa Publicadora Brasileira 1981 (vendidos mais de 4 milhões) 5) ISRAEL GOG E O ANTI-CRISTO de Abraão de Almeida - Editora CPAD -6) O PLANO DIVINO ATRAVÉS DOS SÉCULOS de Lawrence Olson - Editora CPAD e alguns mais recentes que você pode encontrar neste site:www.chamada.com.br e www.cpad.com.br
No quesito Oriente Médio um dos maiores especialistas no assunto é o americano Daniel Pipe do site www.midiasemmascara.com.br
Eu não me considero intelectual, sou apenas estudioso e meu principal contato é com alunos, por isso você não achou nada além de comentários em blogs.Mas tudo é válido, seja no contato pessoal ou na opinião " virtual ". Mas as vezes por falta de tempo e espaço não somos felizes nas conclusões das idéias e aí ocorre o desentendimento.
Li alguns comentários seus e achei muito interessante e inteligente, mas não pára somente nessa óptica.Gostei de suas últimas palavras.Vivemos debaixo do mesmo céu e horizontes diferentes
1 opinião
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Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Sr. José Nunes
É típica dos pseudo-intelectuais brasileiros a ênfase em sua "superioridade" intectual. Isso é retrato básico de país subdesenvolvido, isto é, enquanto grande parte da população se encontra na ignorância, os "intelectuais", providos de "conhecimento" são os donos da razão e da verdade. Geralmente as personalidades desses indivíduos assemelham-se aos dos "déspotas esclarecidos".
Procurei o seu nome no lattes e no google pensando em encontrar referências e artigos seus, mas só encontrei uma pessoa que ama fazer comentários em blogs.
Eu respeito a sua opinião, mas favor, não queria impor neste espaço verdades absolutas. A história já está cheia disso.
Mas já que você gosta tanto de história do Oriente (confesso que sou apaixonada) poderia nos indicar alguns livros interessantes? Se quiser também posso passar alguns que já li. É muito melhor a troca de informações do que insultos e propagandas de glórias individuais, não acha?
24 opiniões
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porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
A pedido de alguns, Do Dialogo do Inferno,
(eu acredito) falam Maquiavel e Montesquieu:
"O problema capital do nosso governo é enfraquecer o espírito público pela crítica; fazer-lhe perder o hábito de pensar, porque a reflexão cria a oposição; distrair as forças do espírito, em vãs escaramuças de eloqüência. Em todos os tempos, os povos, mesmo os mais simples indivíduos, tomaram as palavras como realidades, porque se satisfazem com a aparência das coisas e raramente se dão ao trabalho de observar se as promessas relativas à vida social foram cumpridas. Por isso, nossas instituições terão uma bela fachada..." [Protocolo 5, reiterado no Protocolo 10; ênfase adicionada]
"Para tomar conta da opinião pública, é preciso torná-la perplexa, exprimindo de diversos lados e por tanto tempo tantas opiniões contraditórias que os gentios acabarão perdidos no seu labirinto e convencidos de que, em política, o melhor é não ter opinião." [Protocolo 5; ênfase adicionada]
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