Mundo
31/12/2007 - 05h27

Incerteza sobre eleições abala economia do Paquistão

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da Efe, em Islamabad

A Bolsa de Karachi, no Paquistão, abriu nesta segunda-feira (31) em forte queda de 4,7%, atribuída à situação de incerteza sobre as eleições no país após o atentado que causou a morte da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, na última quinta.

A bolsa, que ficou fechada na última sexta pelo luto à morte de Bhutto, começou seu pregão com uma onda excessiva de vendas, levando mais de 70 empresas a se deparar com o limite de perdas de 5%.

O diretor da bolsa, Shoaib Memon, assegurou à imprensa que as perdas registradas eram previstas, prevendo que a situação permanecerá assim durante os próximos dois ou três dias.

Segundo Memon, a probabilidade de adiamento das eleições pela morte de Bhutto trouxe ainda mais incerteza aos mercados financeiros.

A situação pode melhorar --ou piorar-- após o anúncio da Comissão Eleitoral, que prevê para hoje uma reunião de emergência e decidirá sobre a manutenção ou não da data do pleito.

Revés

Em comunicado divulgado há dois dias, a Comissão disse que a violência suscitada após o atentado contra a líder da oposição representou um "sério revés" no processo de preparativos do pleito, pois material e sedes eleitorais tinham sido queimados. Além disso, o processo de treinamento dos oficiais eleitorais foi interrompido.

O porta-voz da Liga Muçulmana-Q, Tariq Azeem, afirmou ontem que o adiamento era o mais provável.

Horas depois, o PPP (Partido Popular do Paquistão), liderado por Bhutto, anunciou que sua intenção é concorrer às eleições, e pediu à Liga Muçulmana-N, do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif e também da oposição, que reconsidere sua decisão de boicotar a disputa.

O presidente da PML-N, Rafa Zafarul Haq, disse ontem à noite que o partido renunciava ao boicote, mas só falará a decisão oficial amanhã, após uma reunião de sua direção - assim como a PML-Q, segundo Azeem.

A cidade portuária de Karachi, principal da província de Sindh (sudeste do país), começava hoje a voltar à normalidade após o atentado contra Bhutto, que nascera lá.

Muitos veículos faziam longas filas nos postos de gasolina abertos para poder reabastecer. Boa parte da atividade econômica da cidade foi alterada pela queima de lojas, fábricas e ferrovias, que causaram perdas multimilionárias.

Comentários dos leitores
Sra.Ellen
Reconheço que fui duro nas minhas palavras, mas você que me provocou.Perdão.
Todavia de fato tenho os artigos que comentei.
Livros que já li e emprestei não os tenho mais.
Mas vou te indicar alguns que tenho em mãos:
O mais importante deles é difícil de encontrar é de Élie Barnavi da Editora Cejup A HISTÓRIA UNIVERSAL DOS JUDEUS - 2) Ó JERUSALÉM de Dominique Lapierre e Larry Collins - Círculo do Livro 1971 e 1980 - 3) E A BÍBLIA TINHA RAZÃO... de Werner Keller - Edições Melhoramentos 1958 - 4) O GRANDE CONFLITO de Ellen G.White - Casa Publicadora Brasileira 1981 (vendidos mais de 4 milhões) 5) ISRAEL GOG E O ANTI-CRISTO de Abraão de Almeida - Editora CPAD -6) O PLANO DIVINO ATRAVÉS DOS SÉCULOS de Lawrence Olson - Editora CPAD e alguns mais recentes que você pode encontrar neste site:www.chamada.com.br e www.cpad.com.br
No quesito Oriente Médio um dos maiores especialistas no assunto é o americano Daniel Pipe do site www.midiasemmascara.com.br
Eu não me considero intelectual, sou apenas estudioso e meu principal contato é com alunos, por isso você não achou nada além de comentários em blogs.Mas tudo é válido, seja no contato pessoal ou na opinião " virtual ". Mas as vezes por falta de tempo e espaço não somos felizes nas conclusões das idéias e aí ocorre o desentendimento.
Li alguns comentários seus e achei muito interessante e inteligente, mas não pára somente nessa óptica.Gostei de suas últimas palavras.Vivemos debaixo do mesmo céu e horizontes diferentes
1 opinião
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Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Sr. José Nunes
É típica dos pseudo-intelectuais brasileiros a ênfase em sua "superioridade" intectual. Isso é retrato básico de país subdesenvolvido, isto é, enquanto grande parte da população se encontra na ignorância, os "intelectuais", providos de "conhecimento" são os donos da razão e da verdade. Geralmente as personalidades desses indivíduos assemelham-se aos dos "déspotas esclarecidos".
Procurei o seu nome no lattes e no google pensando em encontrar referências e artigos seus, mas só encontrei uma pessoa que ama fazer comentários em blogs.
Eu respeito a sua opinião, mas favor, não queria impor neste espaço verdades absolutas. A história já está cheia disso.
Mas já que você gosta tanto de história do Oriente (confesso que sou apaixonada) poderia nos indicar alguns livros interessantes? Se quiser também posso passar alguns que já li. É muito melhor a troca de informações do que insultos e propagandas de glórias individuais, não acha?
24 opiniões
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porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
A pedido de alguns, Do Dialogo do Inferno,
(eu acredito) falam Maquiavel e Montesquieu:
"O problema capital do nosso governo é enfraquecer o espírito público pela crítica; fazer-lhe perder o hábito de pensar, porque a reflexão cria a oposição; distrair as forças do espírito, em vãs escaramuças de eloqüência. Em todos os tempos, os povos, mesmo os mais simples indivíduos, tomaram as palavras como realidades, porque se satisfazem com a aparência das coisas e raramente se dão ao trabalho de observar se as promessas relativas à vida social foram cumpridas. Por isso, nossas instituições terão uma bela fachada..." [Protocolo 5, reiterado no Protocolo 10; ênfase adicionada]
"Para tomar conta da opinião pública, é preciso torná-la perplexa, exprimindo de diversos lados e por tanto tempo tantas opiniões contraditórias que os gentios acabarão perdidos no seu labirinto e convencidos de que, em política, o melhor é não ter opinião." [Protocolo 5; ênfase adicionada]
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