Mundo
31/12/2007 - 09h13

Comissão eleitoral deve adiar eleições no Paquistão

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da Folha Online

As eleições parlamentares no Paquistão --inicialmente marcadas para o próximo dia 8-- serão adiadas provavelmente por algumas semanas, afirmou à France Presse um alto funcionário do governo, sob condição de anonimato.

A Comissão Eleitoral paquistanesa, que se reuniria nesta segunda-feira, protelou para amanhã a sessão na qual decidirá sobre o possível adiamento. O órgão, porém, já deu sinais de que deverá recomendar um atraso indeterminado no calendário eleitoral, por conta do assassinato da ex-premiê e líder opositora, Benazir Bhutto, na última quinta-feira (27).

Mais de 40 colégios eleitorais foram destruídos durante os distúrbios que se espalharam pelo país nos últimos quatro dias.

Arte

O parido de Bhutto, o PPP (Partido do Povo Paquistanês), porém, rechaçou o adiamento das eleições, informou à France Presse um funcionário da agremiação.

Neste domingo (30), o PPP anunciou que participará das eleições. O partido do também ex-premiê e líder opositor, Nawaz Sharif --que pretendia boicotar o pleito-- também desistiu da estratégia, após apelo do PPP.

A Bolsa de Karachi abriu nesta segunda-feira em forte queda de 4,7%, atribuída à situação de incerteza sobre as eleições no país.

A bolsa, que ficou fechada na última sexta pelo luto à morte de Bhutto, começou seu pregão com uma onda excessiva de vendas, levando mais de 70 empresas a se deparar com o limite de perdas de 5%.

Tumulto

Os moradores de Karachi --a maior cidade do Paquistão-- enfrentam dificuldades para encontrar comida e combustível entre os prédios queimados, vidraças quebradas e carros queimados por Karachi.

Com a polícia e o Exército fazendo a patrulha, a cidade pareceu tranqüila pela primeira vez desde o assassinato da ex-premiê Benazir Bhutto na quinta-feira (27), que desencadeou uma onda de violentos protestos pelo país.

Os três dias de manifestações e confrontos deixaram ao menos 40 mortos na Província de Sindh, onde fica Karachi.

Centenas de agências bancárias foram destruídas e 950 veículos foram incendiados.

Com France Presse, Associated Press

Comentários dos leitores
Sra.Ellen
Reconheço que fui duro nas minhas palavras, mas você que me provocou.Perdão.
Todavia de fato tenho os artigos que comentei.
Livros que já li e emprestei não os tenho mais.
Mas vou te indicar alguns que tenho em mãos:
O mais importante deles é difícil de encontrar é de Élie Barnavi da Editora Cejup A HISTÓRIA UNIVERSAL DOS JUDEUS - 2) Ó JERUSALÉM de Dominique Lapierre e Larry Collins - Círculo do Livro 1971 e 1980 - 3) E A BÍBLIA TINHA RAZÃO... de Werner Keller - Edições Melhoramentos 1958 - 4) O GRANDE CONFLITO de Ellen G.White - Casa Publicadora Brasileira 1981 (vendidos mais de 4 milhões) 5) ISRAEL GOG E O ANTI-CRISTO de Abraão de Almeida - Editora CPAD -6) O PLANO DIVINO ATRAVÉS DOS SÉCULOS de Lawrence Olson - Editora CPAD e alguns mais recentes que você pode encontrar neste site:www.chamada.com.br e www.cpad.com.br
No quesito Oriente Médio um dos maiores especialistas no assunto é o americano Daniel Pipe do site www.midiasemmascara.com.br
Eu não me considero intelectual, sou apenas estudioso e meu principal contato é com alunos, por isso você não achou nada além de comentários em blogs.Mas tudo é válido, seja no contato pessoal ou na opinião " virtual ". Mas as vezes por falta de tempo e espaço não somos felizes nas conclusões das idéias e aí ocorre o desentendimento.
Li alguns comentários seus e achei muito interessante e inteligente, mas não pára somente nessa óptica.Gostei de suas últimas palavras.Vivemos debaixo do mesmo céu e horizontes diferentes
1 opinião
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Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Sr. José Nunes
É típica dos pseudo-intelectuais brasileiros a ênfase em sua "superioridade" intectual. Isso é retrato básico de país subdesenvolvido, isto é, enquanto grande parte da população se encontra na ignorância, os "intelectuais", providos de "conhecimento" são os donos da razão e da verdade. Geralmente as personalidades desses indivíduos assemelham-se aos dos "déspotas esclarecidos".
Procurei o seu nome no lattes e no google pensando em encontrar referências e artigos seus, mas só encontrei uma pessoa que ama fazer comentários em blogs.
Eu respeito a sua opinião, mas favor, não queria impor neste espaço verdades absolutas. A história já está cheia disso.
Mas já que você gosta tanto de história do Oriente (confesso que sou apaixonada) poderia nos indicar alguns livros interessantes? Se quiser também posso passar alguns que já li. É muito melhor a troca de informações do que insultos e propagandas de glórias individuais, não acha?
24 opiniões
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porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
A pedido de alguns, Do Dialogo do Inferno,
(eu acredito) falam Maquiavel e Montesquieu:
"O problema capital do nosso governo é enfraquecer o espírito público pela crítica; fazer-lhe perder o hábito de pensar, porque a reflexão cria a oposição; distrair as forças do espírito, em vãs escaramuças de eloqüência. Em todos os tempos, os povos, mesmo os mais simples indivíduos, tomaram as palavras como realidades, porque se satisfazem com a aparência das coisas e raramente se dão ao trabalho de observar se as promessas relativas à vida social foram cumpridas. Por isso, nossas instituições terão uma bela fachada..." [Protocolo 5, reiterado no Protocolo 10; ênfase adicionada]
"Para tomar conta da opinião pública, é preciso torná-la perplexa, exprimindo de diversos lados e por tanto tempo tantas opiniões contraditórias que os gentios acabarão perdidos no seu labirinto e convencidos de que, em política, o melhor é não ter opinião." [Protocolo 5; ênfase adicionada]
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