Premiê britânico diz que democracia seria melhor homenagem a Bhutto
da Efe, em Londres
O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, pediu calma à população do Paquistão diante da possibilidade do adiamento das eleições --marcadas inicialmente para o dia 8 de janeiro-- e ressaltou que a transição à democracia seria a "melhor homenagem" à líder opositora Benazir Bhutto, assassinada na última quinta-feira (27).
Em artigo publicado nesta segunda-feira pelo jornal paquistanês "Daily Jang", o chefe do governo britânico afirmou que eleições livres e justas representariam "o maior obstáculo" para os terroristas.
"Uma democracia forte e representativa no Paquistão derrotará o terrorismo e o extremismo, mostrará o caminho rumo a um futuro mais estável e próspero e permanecerá como legado durável do trabalho que Benazir Bhutto fez em vida. Devemos a sua memória o lutar unidos para conseguir este objetivo", ressaltou o primeiro-ministro.
A Comissão Eleitoral do Paquistão anunciou hoje que só tomará uma decisão a respeito do adiamento ou não das eleições na terça-feira (1º).
Brown afirmou que a morte de Bhutto, "uma mulher de imensa coragem, entristeceu e deixou em estado de choque" o mundo inteiro.
"As sociedades democráticas, livres e abertas representam tudo o que é desprezado pelos terroristas", afirmou o primeiro-ministro britânico.
Brown destacou que é "vital" que o povo "mantenha a calma e expresse sua dor de forma pacífica", enquanto os líderes paquistaneses consideram "o melhor caminho para manter em andamento o processo democrático".
"E também é importante que os líderes políticos do país não se desviem de sua busca da democracia e que as próximas eleições possam ser livres, justas e seguras", declarou.
Em uma conversa por telefone com Brown, no sábado (29), o ditador paquistanês, Pervez Musharraf, disse que "considerará" a possibilidade de recorrer a uma investigação internacional para esclarecer o assassinato de Bhutto.
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