Mundo
31/12/2007 - 12h48

Chanceler venezuelano chega à Colômbia para revisar operação de resgate de reféns

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da Folha Online

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, chegou de surpresa nesta segunda-feira ao aeroporto Vanguardia de Villavicencio (a 95 km de Bogotá) para revisar com o alto comissário para a Paz da Colômbia, Luis Carlos Restrepo, a operação de resgate de três reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Segundo fontes diplomáticas, Maduro se reunirá com o embaixador argentino na Colômbia, Martín Balsa, para discutir a permanência em Villavicencio do ex-presidente Néstor Kirchner.

Kirchner lidera a lista de delegados de sete países latino-americanos e da Espanha e França para a entrega dos três reféns. Eles começaram a chegar em Villavicencio neste domingo.

O ex-presidente argentino teria expressado seu mal-estar pela demora no início da "Operação Emmanuel", como foi batizada a missão de resgate, e chegou a advertir que retornaria à Argentina, segundo fontes locais.

Embora tudo esteja pronto para a entrega dos reféns, as Farc ainda não comunicaram as coordenadas do local exato em que serão libertados.

As Farc se comprometeram a entregar Clara Rojas (ex-assessora da ex-presidenciável colombiana Ingrid Betancourt), seu filho Emmanuel, 3, nascido no cativeiro, e a ex-congressista Clara González.

A guerrilha anunciou que libertaria os três reféns no último dia 18, como um "ato de desagravo" a Chávez, que foi afastado das mediações entre o governo da Colômbia e as Farc para a troca de cerca de 40 reféns por 500 rebeldes presos.

Adiamentos

A operação de resgate dos reféns, esperada desde a última quinta, foi novamente adiada neste domingo, por falta de sinal das Farc. Os atrasos já começaram a preocupar o presidente venezuelano Hugo, Chávez, que lidera a missão.

Chávez chegou a dizer neste final de semana que a operação poderá fracassar caso não seja concluída nos próximos dias. Segundo ele, o mau tempo e a dificuldade de acesso à área onde devem estar os reféns podem explicar os atrasos.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha fez um apelo para que as Farc divulguem o local exato do resgate. É um pedido "meramente humanitário", disse a diretora da Delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha na Colômbia, Bárbara Hintermann.

Com Efe e Reuters

 

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