Mundo
31/12/2007 - 15h53

Eleições no Paquistão serão adiadas para fevereiro, diz emissora

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da Folha Online

As eleições legislativas no Paquistão --marcadas inicialmente para o próximo dia 8-- devem ser adiadas para a terceira semana de fevereiro, informaram nesta segunda-feira fontes da Comissão Eleitoral citadas pelo canal de TV Dawn.

De acordo com a emissora, a Comissão avaliou ser impossível manter a data prevista, por conta do assassinato da ex-premiê e líder oposicionista, Benazir Bhutto, na última quinta-feira (27). O órgão teria baseado sua decisão em relatórios encomendados aos governos das quatro Províncias do país.

No entanto, o anúncio oficial do adiamento deverá ocorrer somente nesta terça-feira (1º), uma vez que a comissão protelou a sessão na qual decidirá sobre o calendário eleitoral.

Os Estados Unidos expressaram preocupação nesta segunda-feira quanto ao adiamento das eleições e encorajaram o governo paquistanês a manter o calendário original.

Arte

"Se as eleições puderem ser realizadas de forma segura e positiva, no dia 8 de janeiro, então, elas deveriam acontecer", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Tom Casey.

Ao mesmo tempo, o parido de Bhutto, o PPP (Partido do Povo Paquistanês), rechaçou o adiamento das eleições, informou à France Presse um funcionário da agremiação.

A agremiação do também ex-premiê e líder opositor, Nawaz Sharif --que pretendia boicotar o pleito-- também desistiu da estratégia, após apelo do PPP e insiste para que a data seja mantida.

Sharif, que após a morte de Bhutto passou a ser o principal líder oposicionista, ameaçou organizar protestos de rua caso a Comissão Eleitoral confirme o adiamento das eleições. "Vamos agitar. Nós não aceitaremos que o pleito seja protelado", afirmou.

O ex-premiê voltou a exigir a renúncia do ditador do país, Pervez Musharraf, nesta segunda. Para ele, Musharraf esteve "brincando com a democracia durante oito anos".

Sharif também responsabilizou o ditador paquistanês pela morte de Bhutto, argumentando que o governo não garante proteção aos líderes políticos durante as campanha eleitorais.

Tumulto

Os moradores de Karachi --a maior cidade do Paquistão-- enfrentaram dificuldades neste domingo para encontrar comida e combustível entre os prédios queimados, vidraças quebradas e carros queimados por Karachi.

Com a polícia e o Exército fazendo a patrulha, a cidade pareceu tranqüila pela primeira vez desde o assassinato de Bhutto, que desencadeou uma onda de violentos protestos pelo país.

Os três dias de manifestações e confrontos deixaram ao menos 40 mortos na Província de Sindh, onde fica Karachi.

Centenas de agências bancárias foram destruídas e 950 veículos foram incendiados

Com France Presse, Associated Press e Reuters

Comentários dos leitores
Sra.Ellen
Reconheço que fui duro nas minhas palavras, mas você que me provocou.Perdão.
Todavia de fato tenho os artigos que comentei.
Livros que já li e emprestei não os tenho mais.
Mas vou te indicar alguns que tenho em mãos:
O mais importante deles é difícil de encontrar é de Élie Barnavi da Editora Cejup A HISTÓRIA UNIVERSAL DOS JUDEUS - 2) Ó JERUSALÉM de Dominique Lapierre e Larry Collins - Círculo do Livro 1971 e 1980 - 3) E A BÍBLIA TINHA RAZÃO... de Werner Keller - Edições Melhoramentos 1958 - 4) O GRANDE CONFLITO de Ellen G.White - Casa Publicadora Brasileira 1981 (vendidos mais de 4 milhões) 5) ISRAEL GOG E O ANTI-CRISTO de Abraão de Almeida - Editora CPAD -6) O PLANO DIVINO ATRAVÉS DOS SÉCULOS de Lawrence Olson - Editora CPAD e alguns mais recentes que você pode encontrar neste site:www.chamada.com.br e www.cpad.com.br
No quesito Oriente Médio um dos maiores especialistas no assunto é o americano Daniel Pipe do site www.midiasemmascara.com.br
Eu não me considero intelectual, sou apenas estudioso e meu principal contato é com alunos, por isso você não achou nada além de comentários em blogs.Mas tudo é válido, seja no contato pessoal ou na opinião " virtual ". Mas as vezes por falta de tempo e espaço não somos felizes nas conclusões das idéias e aí ocorre o desentendimento.
Li alguns comentários seus e achei muito interessante e inteligente, mas não pára somente nessa óptica.Gostei de suas últimas palavras.Vivemos debaixo do mesmo céu e horizontes diferentes
1 opinião
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Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Sr. José Nunes
É típica dos pseudo-intelectuais brasileiros a ênfase em sua "superioridade" intectual. Isso é retrato básico de país subdesenvolvido, isto é, enquanto grande parte da população se encontra na ignorância, os "intelectuais", providos de "conhecimento" são os donos da razão e da verdade. Geralmente as personalidades desses indivíduos assemelham-se aos dos "déspotas esclarecidos".
Procurei o seu nome no lattes e no google pensando em encontrar referências e artigos seus, mas só encontrei uma pessoa que ama fazer comentários em blogs.
Eu respeito a sua opinião, mas favor, não queria impor neste espaço verdades absolutas. A história já está cheia disso.
Mas já que você gosta tanto de história do Oriente (confesso que sou apaixonada) poderia nos indicar alguns livros interessantes? Se quiser também posso passar alguns que já li. É muito melhor a troca de informações do que insultos e propagandas de glórias individuais, não acha?
24 opiniões
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porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
A pedido de alguns, Do Dialogo do Inferno,
(eu acredito) falam Maquiavel e Montesquieu:
"O problema capital do nosso governo é enfraquecer o espírito público pela crítica; fazer-lhe perder o hábito de pensar, porque a reflexão cria a oposição; distrair as forças do espírito, em vãs escaramuças de eloqüência. Em todos os tempos, os povos, mesmo os mais simples indivíduos, tomaram as palavras como realidades, porque se satisfazem com a aparência das coisas e raramente se dão ao trabalho de observar se as promessas relativas à vida social foram cumpridas. Por isso, nossas instituições terão uma bela fachada..." [Protocolo 5, reiterado no Protocolo 10; ênfase adicionada]
"Para tomar conta da opinião pública, é preciso torná-la perplexa, exprimindo de diversos lados e por tanto tempo tantas opiniões contraditórias que os gentios acabarão perdidos no seu labirinto e convencidos de que, em política, o melhor é não ter opinião." [Protocolo 5; ênfase adicionada]
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