Mundo
31/12/2007 - 16h16

Colômbia diz que guerrilha das Farc "mente e engana"; Uribe chega a Villavicencio

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da Folha Online

O alto comissário para a Paz da Colômbia, Luis Carlos Restrepo, afirmou neste domingo que o grupo guerrilheiro Farc "mente e engana" e responsabilizou seus integrantes pelos atrasos na "operação Emmanuel", para resgatar Clara Rojas (ex-assessora da ex-presidenciável colombiana Ingrid Betancourt), seu filho Emmanuel, 3, nascido no cativeiro, e a ex-congressista Clara González.

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, chegou hoje a Vilavicencio, onde os participantes da operação Emmanuel aguardam manifestação das Farc, que deve indicar as coordenadas do local exato para entrega dos reféns.

Uribe deve reiterar aos delegados internacionais, encabeçados pelo ex-presidente Néstor Kírchner, as garantias de segurança de seu governo para a operação, de acordo com informações adiantadas por Restrepo.

Participam da missão internacional representantes da França, Suíça e de cinco países latino-americanos, entre eles o assessor especial da Presidência brasileira, Marco Aurélio Garcia.

"Mente e engana"

"As Farc são um grupo que reiteradamente mente e engana. Não nos assombra que as Farc não cumpram [o acordo]. Neste momento, fica absolutamente claro que neste momento, não há um canal de comunicação com o coordenador da delegação venezuelana [Ramón Rodríguez Chacín]", disse Restrepo.

"Basicamente, a única responsabilidade é das Farc, que inexplicavelmente, ainda que tenham anunciado há vários dias a entrega dos seqüestrados, não entregam qualquer tipo de informação ao governo venezuelano", acrescentou o alto comissário, em conversa com jornalista no aeroporto de Villavicencio, próximo de Bogotá.

A guerrilha anunciou que libertaria os três reféns no último dia 18, como um "ato de desagravo" a Chávez, que foi afastado das mediações entre o governo da Colômbia e as Farc para a troca de cerca de 40 reféns por 500 rebeldes presos.

A operação de resgate dos reféns, esperada desde a última quinta, foi novamente adiada neste domingo, por falta de sinal das Farc. Os atrasos já começaram a preocupar o presidente venezuelano Hugo, Chávez, que lidera a missão.

Com France Presse e Efe

 

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