Mundo
31/12/2007 - 20h24

Uribe anuncia corredor de segurança para a libertação de reféns

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da Folha Online

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciou nesta segunda-feira que o governo autorizou a criação de um corredor de segurança na floresta do país para que as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) entreguem os três seqüestrados a uma comissão internacional.

"Acabamos de aceitar perante os delegados humanitários e o chanceler da Venezuela (Nicolás Maduro) que se crie um corredor para facilitar que as Farc transfiram os seqüestrados" do local onde estão em cativeiro até a área na qual serão libertados, disse Uribe.

"Acabamos de aceitar que se crie este corredor estratégico livre, de nossa parte, de operações militares ativas, para facilitar que as Farc transfiram os seqüestrados", disse Uribe, ressaltando que a proposta foi feita pela Venezuela.

Em entrevista coletiva na base aérea de Apiay, vizinha à cidade de Villavicencio, o presidente colombiano afirmou que a guerrilha "mente" quando diz que as operações militares se intensificaram na região.

Uribe qualificou de "cínica e mentirosa" a atitude das Farc, que argumenta que não entregou Clara Rojas, ex-assessora da ex-presidenciável Ingrid Betancourt, seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro, e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo devido ao mau tempo ou a supostas operações militares na zona.

"Mau tempo meteorológico não houve", disse o governante, que acrescentou que "na área geral não houve combates ou aviões militares nas duas últimas semanas".

Uribe qualificou a carta que as Farc entregaram nesta segunda-feira ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, de "cínica resposta terrorista" e reiterou que o grupo tem um "comportamento de engano, de mentira".

Chávez disse nesta segunda que as Farc informaram em carta que a entrega dos três seqüestrados que a guerrilha havia prometido libertar foi adiada por "intensas operações" militares na Colômbia.

"Insistir agora seria pôr em risco" a vida dos reféns e também dos guerrilheiros escolhidos para executar a entrega dessas pessoas, informou o grupo na carta lida por Chávez, que revelou que recebeu o documento por volta das 15h (17h30 de Brasília).

Em resposta, Uribe afirmou que o governo colombiano dá todas as facilidades para que a operação seja realizada.

O presidente passou a palavra ao general Freddy Padilla, comandante das Forças Militares, que afirmou que o local onde as Farc mantêm os reféns presos fica no departamento de Guaviare (sudeste).

"Ali pode haver presença do Estado colombiano", mas que "nessa área geral não houve combates", acrescentou.

"Tudo o que queremos é que essas três pessoas retornem o mais rápido possível", disse o militar.

Em seguida, Uribe reiterou que "o governo colombiano dá todas as garantias" e afirmou que, uma vez que as aeronaves fornecidas pela Venezuela para a operação decolarem, os militares "não farão um só disparo" para permitir a libertação dos seqüestrados.

"Além de responder de maneira rápida à sugestão do presidente da Venezuela", o Executivo deu "as facilidades para que o governo venezuelano e os delegados humanitários pudessem proceder da maneira mais eficaz".

As revelações trouxeram incerteza à operação humanitária, que deveria ter sido realizada na sexta-feira em Villavicencio e em Caracas, aonde seriam transferidos os reféns, assim que fossem libertados.

Com France Presse, Efe e Reuters

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