Mundo
03/01/2008 - 07h46

China quer ampliar uso de injeção letal em execuções

Publicidade

da France Presse, em Pequim

A China quer ampliar o uso da injeção letal em execuções, em substituição ao tiro na nuca, informou o vice-presidente da Suprema Corte, Jiang Xingchangun, em entrevista ao jornal "China Daily", publicada nesta quinta-feira.

"É considerado mais humano e deveria ser utilizado por todos os tribunais intermediários pelos quais passam a maior parte das execuções", declarou Xingchang.

De acordo com o juiz, metade dos 404 tribunais intermediários já adotaram a medida. A injeção letal está autorizada na China desde 1997.

A China, que não divulga dados oficiais sobre execuções, é um dos 25 países do mundo que aplicou a pena de morte em 2006. Segundo a Anistia Internacional, o gigante asiático executou pelo menos 1.010 pessoas, mas a ONG afirma que o número real pode ter ficado entre 7.000 e 8.000 presos.

Desde o ano passado, a Suprema Corte tem a última palavra sobre as condenações à morte, com o objetivo de evitar erros judiciais.

O presidente da Suprema Corte, Xiao Yang, disse que o recurso da pena capital é cada vez menos freqüente em todo o mundo e que a China segue nesta direção.

No entanto, Yang considera prematuro abolir a pena de morte no país.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca