China quer ampliar uso de injeção letal em execuções
da France Presse, em Pequim
A China quer ampliar o uso da injeção letal em execuções, em substituição ao tiro na nuca, informou o vice-presidente da Suprema Corte, Jiang Xingchangun, em entrevista ao jornal "China Daily", publicada nesta quinta-feira.
"É considerado mais humano e deveria ser utilizado por todos os tribunais intermediários pelos quais passam a maior parte das execuções", declarou Xingchang.
De acordo com o juiz, metade dos 404 tribunais intermediários já adotaram a medida. A injeção letal está autorizada na China desde 1997.
A China, que não divulga dados oficiais sobre execuções, é um dos 25 países do mundo que aplicou a pena de morte em 2006. Segundo a Anistia Internacional, o gigante asiático executou pelo menos 1.010 pessoas, mas a ONG afirma que o número real pode ter ficado entre 7.000 e 8.000 presos.
Desde o ano passado, a Suprema Corte tem a última palavra sobre as condenações à morte, com o objetivo de evitar erros judiciais.
O presidente da Suprema Corte, Xiao Yang, disse que o recurso da pena capital é cada vez menos freqüente em todo o mundo e que a China segue nesta direção.
No entanto, Yang considera prematuro abolir a pena de morte no país.
Leia mais
- Nova Jersey aprova fim da pena de morte
- Deputados dos EUA aprovam lei que proíbe a CIA de torturar detentos
- Democratas pedem investigação de destruição de fitas da CIA
- Japão enforca 3 e gera debate sobre pena de morte
- Livro orienta estudantes sobre como se tornar um advogado e conseguir primeiro emprego
Especial


