Ex-major chileno é condenado pela morte de 46 militares em 2005
da Folha Online
A Suprema Corte do Chile ratificou nesta quinta-feira, em decisão unânime, a condenação a cinco anos e um dia de prisão do ex-major do Exército Patricio Cereceda, pela morte de 45 recrutas e um sargento em maio de 2005, segundo fontes judiciais.
A resolução, por homicídio involuntário e descumprimento de deveres militares, mantém a condenação imposta em primeira instância contra Cereceda pelo juiz militar Juan Arab, quem investigou o caso que comoveu o país.
Em 18 de maio de 2005, Cereceda ordenou uma marcha entre dois abrigos na Cordilheira dos Andes, em meio a condições meteorológicas adversas, com a previsão de uma forte tempestade de neve.
Os cerca de 200 recrutas que iniciaram a marcha foram surpreendidos pelo chamado vento branco --ventania com neve--, perderam o senso de direção e 45 deles, além de um sargento, morreram congelados, em uma das piores tragédias sofridas pelo Exército do Chile.
A sentença desta quinta-feira recusou todos os recursos de anulação apresentados contra a decisão do juiz Arab, que também havia sido ratificada pela Corte Marcial.
Segundo fontes judiciais, uma vez que a sentença for notificada, Cereceda deverá cumprir sua pena na prisão Cordillera, especial para militares envolvidos em casos de violação de direitos humanos.
As sentenças contra os militares foram consideradas insuficientes pelos familiares da vítimas, que pediam por um aumento das penas.
Com Efe
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