IFJ exige que Manila "leve a sério" assassinatos de jornalistas
da Efe, em Manila
A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ, sigla em inglês), exigiu hoje que o governo das Filipinas "leve a sério" os assassinatos de profissionais de imprensa no país, onde cinco foram mortos em 2007.
O comunicado da IFJ, que reúne cerca de 600 mil jornalistas de aproximadamente 120 países, foi emitido diante da falta de resultados da investigação sobre as mortes do comentarista de rádio Fernando Lintuan, e do ex-jornalista Romelito Oval. Os dois foram assassinados em dezembro, na ilha de Mindanao.
"O Governo e a Polícia devem tratar esses ataques de forma séria e urgente. É inaceitável que os profissionais trabalhem num ambiente de perigo, hostilidade e medo. Não haverá liberdade de imprensa nas Filipinas se isso não mudar", diz o comunicado assinado por Jacqueline Park, diretora da seção Ásia-Pacífico da IFJ.
Fernando Lintuan, da emissora dxGO, foi assassinado dia 24 de dezembro, na cidade de Davao, quando se dirigia ao trabalho em seu carro. Com ele viajavam mais dois jornalistas da mesma rádio, que não sofreram ferimentos.
Dias antes havia sido assassinado na cidade de Butuan o ex-jornalista Romelito Oval, assessor da revista "Pilipino Bantay Kalikasan".
Leia mais
- ONG registra maior número de jornalistas mortos em 13 anos
- Jornalista é morto a tiros no oeste do México
- Polícia russa afirma ter esclarecido morte da jornalista Anna Politkovskaya
- Reportagens investigativas e história do jornalismo são temas de livros
- Livro é um manual completo para quem quer se tornar um jornalista
Especial

