Mundo
04/01/2008 - 09h59

Após Iowa, 2 democratas desistem de disputa presidencial nos EUA

da Folha Online

Após a vitória do senador democrata por Illinois Barack Obama e do republicano Mike Huckabee na primeira rodada das prévias partidárias, em Iowa --considerada crucial na disputa para a Presidência dos EUA-- dois democratas desistiram da corrida.

Chris Dodd, 63, senador por Connecticut, e Joe Biden, 65, senador por Delaware, anunciaram que abandonariam a disputa presidencial após o anúncio do resultado.

Com a saída de ambos, os democratas têm agora seis pré-candidatos à Presidência: Hillary Clinton, John Edwards, Mike Gravel, Dennis J. Kucinich, Barack Obama e Bill Richardson.

Keith Bedford/Reuters
O senador democrata Barack Obama fala a partidários após vencer prévia em Iowa
O senador democrata Barack Obama fala a partidários após vencer prévia em Iowa

Obama obteve 37% dos votos no caucus (assembléias partidárias), seguido por John Edwards e Hillary Clinton, com 30% cada um.

Com a vitória, ele tornou-se o primeiro negro a ter chances reais de chegar à Casa Branca.

"Escolhemos a esperança em vez do medo", afirmou Obama aos correligionários. "A unidade venceu a divisão. É uma mensagem de que a mudança virá para a América".

A mensagem de mudança e esperança de Obama e as credenciais conservadoras do republicano Huckabee convenceram os eleitores.

Acompanhado por sua mulher e suas duas filhas, Obama pronunciou um discurso mostrando esperança no futuro do país e afirmou que, em novembro, será eleito presidente.

O democrata afirmou ainda que garantirá assistência médica para todos nos EUA, cortará impostos para a classe média e conseguirá livrar o país do vício do petróleo.

Republicanos

Do lado republicano, Huckabee somou 34% dos votos, seguido por Mitt Romney, com 25%, e Fred Thompson, com 14%.

Tannen Maury/Efe
O ex-governador de Arkansas e republicano Mike Huckabee discursa após vitória
O ex-governador de Arkansas e republicano Mike Huckabee discursa após vitória

Ele também comemorou com seus simpatizantes. "É preciso um novo dia na política americana, assim como é preciso um novo dia para o governo americano", disse.

Ex-pastor e ex-governador de Arkansas, Huckabee disse estar "animado" pelo sucesso, mas destacou que "a vitória só termina na Casa Branca, em um ano".

O político conservador, que ganhou presença nacional durante a campanha em Iowa, destacou que a sua vitória demonstra que o dinheiro nas campanhas eleitorais não é tudo.

Ele se referia às arrecadações de mais de US$ 100 milhões [cerca de R$ 177 milhões] de Hillary e Obama.

"Demonstramos que a política nos Estados Unidos está nas mãos de seu povo, e não nas dos que oferecem o dinheiro", disse Huckabee.

Largada na frente

Os ganhadores de Iowa --o primeiro Estado a definir os candidatos--, acabam ganhando impulso para as disputas posteriores.

Já os perdedores entram enfraquecidos na próxima rodada, em New Hampshire, na próxima terça-feira (8).

Em 2000, por exemplo, os vencedores democrata e republicano no Iowa, Al Gore e George W. Bush, respectivamente, conseguiram a indicação de seus partidos à Presidência.

Derrotados

Com a terceira colocação entre os democratas, Hillary disse estar orgulhosa de seu resultado e afirmou que os Estados Unidos "precisam de um novo começo". Em um discurso após os resultados dos caucus, ela disse que está "pronta para continuar a campanha".

Acompanhada por seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, e por centenas de seguidores, Hillary destacou seu otimismo e sua decisão de "restaurar a autoridade moral dos EUA no mundo" e de "pôr fim à Guerra do Iraque".

Ainda do lado democrata, o segundo colocado John Edwards ressaltou que os resultados demonstram que "mudou o cenário" na política americana.

Edwards disse que falou "para a classe média e os que não têm voz". "Minha mensagem para eles foi irresistível. Vou lutar por essa mudança porque briguei por ela toda a minha vida e consegui vencer. O que começou esta noite foi um 'basta'. Criamos a onda da mudança, e ela será cada vez maior até o fim".

"Medalha de prata"

Por sua vez, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney afirmou que tem certeza de que será escolhido candidato presidencial, apesar do seu segundo lugar nos caucus do Partido Republicano.

O senador John McCain e o ex-senador Fred Thompson receberam 13% cada um pelos republicanos.

"O segundo lugar é uma medalha de prata, mas não significa que no final não possamos ganhar a de ouro", disse Romney, que é o primeiro pré-candidato mórmon na história política dos EUA.

Comentários dos leitores
Marilda Correia (90) 12/10/2008 19h08
Marilda Correia (90) 12/10/2008 19h08
É de se perguntar como a dinâmica financeira dos americanos consegue estabelecer parâmetros para as instituições e cobrá-las se eles mesmos depositam enormes quantias em eleições que jorram pelo esgoto?
Quanto desperdício!
sem opinião
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Luiz Castro (109) 11/10/2008 11h06
Luiz Castro (109) 11/10/2008 11h06
Cortem sua cabeça!! traidor!! terrorista!! explodam ele!!! Os gritos da platéia nos comícios de MacCain/Palin dão o tom da temperatura que os ataques republicanos provocaram. MacCain com sua eterna dubiedade, primeiro fingiu-se de morto perante o problema, para dias depois de tentar destruir a imagem de Obama ao dizer que ele é um homem de família, honesto e merece respeito. Tal como no episódio da crise de Wall Street, quando abandonou a campanha para "ajudar" no pacote, MacCain nada mais faz que tentar tirar proveito político das situações. Usando a teoria do bode, onde alguém coloca o animal no meio da sala, e dias depois quando o desespero familiar já fêz com que todos brigassem entre si pela presença do animal, a mesma pessoa que o colocou tem a brilhante idéia de retira-lo, deixando assim todos muito agradecidos. Ao ir a Washington MacCain só atrapalhou as negociações, e agora depois de muitos xingamentos provocados pelos próprios ataques de sua campanha o candidato coloca panos quentes para acalmar sua turma e assim parecer respeitador. Ao não focar na crise financeira MacCain só mostra que tendo oito casas para morar está totalmente afastado da realidade da classe média que luta para manter seus lares e economias. A irresponsabilidade eleitoral é tanta que partidários republicanos que imprimiram cédulas eleitorais (oficiais) no estado de New York escreveram Barack Osama no campo de marcação do voto. Vale tudo.
Os números mostram que isso não funciona, é o fim.
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Leon Diniz Diniz (56) 10/10/2008 15h30
Leon Diniz Diniz (56) 10/10/2008 15h30
E lá vem o golpe! Eu venho cantando esta bola ha tempos. Senhores, eu ouví, numa rádio no dia de hoje o comentário de um jornal de São Paulo, que os republicanos estão tentando repetir o ocorrido na Flórida em 2000 e Ohio 2004. Nos Estados controlados por repúblicanos, está se exigindo identificação especial e desnecessária para alijar possíveis eleitores democratas.
Segundo a imprensa, na Indiana e na Geórgia já estão exigindo carteira de habilitação com foto, o que deixará fora do pleito aqueles que não possuem carro.
Um estudo recente mostra que apenas 22% entre os 80% dos americanos que possuem carro, são negros. Ainda segundo este noticiário, no Condado de Orange, Flórida, dos 672 registros de eleitores negados, 50% são democratas e 10% são republicanos.
É, parece que o lobo perde o pelo, mas não perde o vício. Eu avisei! Cuidado Senador Obama não durma no ponto, exija olheiros internacionais porque o jogo vai ser duro e desleal.
No ano de 1998, escrevi uma monografia universitária de nome "O Grande Meggido". Nela eu afirmei que Bush seria candidato a presidência. E que ele venceria a eleição pois o partido democrata não ajudaria Al Gore. E afirmei que Bush faria um governo desastroso entregando o país quebrado ao seu sucessor. BINGO!!! Acertei mais uma na mosca, pena que não tive recursos para publica-lo. Meu raciocínio foi simples, fiz as contas e ví que Bush estaria completando nos EUA o domínio de 27 anos de GOG o Anti-Cristo da visão de Nostradamus e João.
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