Mundo
04/01/2008 - 13h07

Após vitória em Iowa, Obama e Huckabee se voltam para New Hampshire

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da Folha Online

Após vencerem a primeira rodada das prévias partidárias em Iowa --considerada crucial na disputa para a Presidência dos EUA-- o democrata Barack Obama e o republicano Mike Huckabee se voltam agora para a campanha para a próxima rodada, em New Hampshire.

Uma pesquisa divulgada do Instituto Zogby divulgada nesta sexta-feira aponta que a democrata Hillary Clinton e o republicano John McCain lideram a disputa em New Hampshire, que ocorrerá na terça-feira (8), mas o estudo foi realizado antes do anúncio do resultado da primeira rodada em Iowa, na qual Hillary ficou em terceiro lugar.

A convenção partidária de Iowa deu início a um processo que ocorrerá em cada Estado para escolher os candidatos democrata e republicano para a disputa pela Presidência dos EUA.

Os ganhadores de Iowa acabam ganhando impulso para as disputas posteriores. Já os perdedores entram enfraquecidos na próxima rodada, em New Hampshire.

Em 2000, por exemplo, os vencedores democrata e republicano no Iowa, Al Gore e George W. Bush, respectivamente, conseguiram a indicação de seus partidos à Presidência.

A campanha presidencial de 2008 é a mais aberta dos últimos 50 anos, com nenhum atual presidente ou vice-presidente concorrendo pela indicação de seu partido. A disputa pela primeira rodada das prévias em Iowa foi uma das mais acirradas da história do Estado.

A participação entre os democratas foi de 220 mil --quebrando o recorde de 124 mil registrado em 2004-- o que mostra o entusiasmo com as eleições marcadas para novembro.

Democratas

Obama obteve 37% dos votos na convenção partidária de Iowa, seguido por John Edwards e Hillary Clinton, com 30% cada um.

Keith Bedford/Reuters
O senador democrata Barack Obama fala a partidários após vencer prévia em Iowa
O senador democrata Barack Obama fala a partidários após vencer prévia em Iowa

Com a vitória, ele tornou-se o primeiro negro a ter chances reais de chegar à Casa Branca.

"Escolhemos a esperança em vez do medo", afirmou Obama aos correligionários. "A unidade venceu a divisão. É uma mensagem de que a mudança virá para a América".

Acompanhado por sua mulher e suas duas filhas, Obama pronunciou um discurso mostrando esperança no futuro do país e afirmou que, em novembro, será eleito presidente.

O democrata afirmou ainda que garantirá assistência médica para todos nos EUA, cortará impostos para a classe média e conseguirá livrar o país do vício do petróleo.

Chris Dodd, 63, senador por Connecticut, e Joe Biden, 65, senador por Delaware, anunciaram que abandonariam a disputa presidencial após o anúncio do resultado.

Com a saída de ambos, os democratas têm agora seis pré-candidatos à Presidência: Hillary Clinton, John Edwards, Mike Gravel, Dennis J. Kucinich, Barack Obama e Bill Richardson.

Republicanos

Do lado republicano, Huckabee somou 34% dos votos, seguido por Mitt Romney, com 25%, e Fred Thompson, com 14%.

Tannen Maury/Efe
O ex-governador de Arkansas e republicano Mike Huckabee discursa após vitória
O ex-governador de Arkansas e republicano Mike Huckabee discursa após vitória

Ele também comemorou com seus simpatizantes. "É preciso um novo dia na política americana, assim como é preciso um novo dia para o governo americano", disse.

Ex-pastor e ex-governador de Arkansas, Huckabee disse estar "animado" pelo sucesso, mas destacou que "a vitória só termina na Casa Branca, em um ano".

O político conservador, que ganhou presença nacional durante a campanha em Iowa, destacou que a sua vitória demonstra que o dinheiro nas campanhas eleitorais não é tudo.

Ele se referia às arrecadações de mais de US$ 100 milhões [cerca de R$ 177 milhões] de Hillary e Obama.

"Demonstramos que a política nos Estados Unidos está nas mãos de seu povo, e não nas dos que oferecem o dinheiro", disse Huckabee.

Derrotados

Com a terceira colocação entre os democratas, Hillary disse estar orgulhosa de seu resultado e afirmou que os Estados Unidos "precisam de um novo começo". Em um discurso após os resultados da convenção de Iowa, ela disse que está "pronta para continuar a campanha".

Acompanhada por seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, e por centenas de seguidores, Hillary destacou seu otimismo e sua decisão de "restaurar a autoridade moral dos EUA no mundo" e de "pôr fim à Guerra do Iraque".

Ainda do lado democrata, o segundo colocado John Edwards ressaltou que os resultados demonstram que "mudou o cenário" na política americana.

Edwards disse que falou "para a classe média e os que não têm voz". "Minha mensagem para eles foi irresistível. Vou lutar por essa mudança porque briguei por ela toda a minha vida e consegui vencer. O que começou esta noite foi um 'basta'. Criamos a onda da mudança, e ela será cada vez maior até o fim".

"Medalha de prata"

Por sua vez, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney afirmou que tem certeza de que será escolhido candidato presidencial, apesar do seu segundo lugar nas assembléias do Partido Republicano.

O senador John McCain e o ex-senador Fred Thompson receberam 13% cada um pelos republicanos.

"O segundo lugar é uma medalha de prata, mas não significa que no final não possamos ganhar a de ouro", disse Romney, que é o primeiro pré-candidato mórmon na história política dos EUA.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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