Mundo
04/01/2008 - 22h33

Scotland Yard tenta esclarecer morte de Benazir Bhutto no Paquistão

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da Folha Online

A equipe de cinco investigadores da Scotland Yard que chegou nesta sexta-feira a Islamabad enfrenta o desafio de esclarecer as circunstâncias do assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, cada vez mais objeto de teorias e controvérsias.

O ditador do Paquistão, Pervez Musharraf, ordenou nesta sexta-feira a seus colaboradores próximos que ofereçam "cooperação máxima" ao grupo da Scotland Yard e pediu ao governo que "complete" a investigação com uma comissão que avaliará os danos materiais provocados pelos distúrbios após o atentado de 27 de dezembro.

Nadeem Soomro/Reuters
Mausoléu da família Bhutto com pétalas de rosas deixadas no túmulo da ex-premiê
Mausoléu da família Bhutto com pétalas de rosas deixadas no túmulo da ex-premiê

A equipe teve uma primeira reunião com representantes do Ministério do Interior paquistanês nesta sexta.

Ainda não se sabe como será feita a investigação e quantos dias levará, segundo uma fonte da legação diplomática britânica em Islamabad citada pelo canal privado Dawn.

A morte de Bhutto, que motivou o adiamento da eleição legislativa de terça-feira para 18 de fevereiro, levou nesta sexta a União Européia (UE) a ampliar sua missão no Paquistão para supervisionar as eleições.

O chefe da missão de observação, o alemão Michael Gahler, disse que seu grupo, que agora terá 50 membros, analisará o processo eleitoral, e não o resultado do pleito, e reconheceu a instabilidade do país após a morte de Bhutto.

Apesar de Musharraf ter aceitado ajuda estrangeira na investigação do atentado contra Bhutto, ainda vêm sendo divulgados no Paquistão vídeos daquele dia que contribuem para a circulação de teorias sobre o fato.

O telejornal The News publicou nesta sexta que um novo vídeo mostra um assessor de Bhutto, Khalid Shahinshah, passando o dedo indicador pelo pescoço enquanto a ex-primeira-ministra discursava em seu último comício em Rawalpindi, perto de Islamabad.

Ahmad Masood/Reuters
Homem passa por cartaz com a imagem de Benazir Bhutto, próximo ao local onde a ex-premiê foi assassinada, em Rawalpindi
Homem passa por cartaz com a imagem de Benazir Bhutto, próximo ao local onde a ex-premiê foi assassinada, em Rawalpindi

Uma fonte do Partido Popular do Paquistão (PPP), do qual Bhutto era líder, citada pelo jornal, afirma que o assessor foi o primeiro a entrar no veículo blindado da ex-primeira-ministra antes do atentado.

Shahinshah não compareceu ao funeral de Bhutto e desapareceu após alegar que sua mãe tinha morrido, segundo a mesma fonte.

Esta gravação se une ao vídeo emitido dias atrás que mostra um homem com óculos escuros que atira contra Bhutto, enquanto perto dele aparece outro com a cabeça coberta por um lenço, que poderia ser o terrorista suicida. Após os tiros, houve uma forte explosão que matou cerca de 20 pessoas.

Em uma terceira gravação, momentos antes do atentado, a ex-primeira-ministra cumprimenta seus correligionários na porta do carro blindado e seca o suor do rosto com um lenço.

À espera da conclusão das investigações da Scotland Yard, a versão governamental é de que Bhutto morreu devido aos ferimentos ocorridos ao ser atingida pela alavanca do teto solar do veículo em que seguia.

Musharraf foi criticado pelo PPP porque a área onde ocorreu o atentado foi lavada com mangueiras, o que o presidente atribuiu à "imperícia", e não a uma tentativa de ocultar provas do assassinato.

"O governo permitiu esta situação. Musharraf está, de alguma maneira, por trás do ataque. Além disso, o assassinato ocorreu em Rawalpindi", disse à agência de notícias Efe um líder do PPP da província do Punjab.

Arte/Folha Online

Rawalpindi é a cidade onde está situado o quartel-general das Forças Armadas, fato que reforça a teoria do PPP de que os serviços secretos paquistaneses estejam por trás do atentado, o que Musharraf já se apressou em negar, apontando como culpados os líderes radicais paquistaneses Fazlullah e Baitullah Mehsud.

Caso a Scotland Yard queira exumar o corpo de Bhutto para uma autópsia e esclarecer dúvidas, terá de enfrentar o viúvo da ex-primeira-ministra, Asif Ali Zardari, que já se mostrou contrário à possibilidade e pede uma investigação da ONU.

Enquanto isso, a Liga Muçulmana do Paquistão-N (PML-N), do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, atribui o ataque à "falta de segurança" oferecida pelo governo aos candidatos paquistaneses.

"Não sei quem está por trás do ataque. Em todo caso, é responsabilidade de Musharraf, que também não oferece segurança a Sharif", disse à Efe um porta-voz do PMN-L, Ahsan Iqbal.

Com Efe

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Comentários dos leitores
Sra.Ellen
Reconheço que fui duro nas minhas palavras, mas você que me provocou.Perdão.
Todavia de fato tenho os artigos que comentei.
Livros que já li e emprestei não os tenho mais.
Mas vou te indicar alguns que tenho em mãos:
O mais importante deles é difícil de encontrar é de Élie Barnavi da Editora Cejup A HISTÓRIA UNIVERSAL DOS JUDEUS - 2) Ó JERUSALÉM de Dominique Lapierre e Larry Collins - Círculo do Livro 1971 e 1980 - 3) E A BÍBLIA TINHA RAZÃO... de Werner Keller - Edições Melhoramentos 1958 - 4) O GRANDE CONFLITO de Ellen G.White - Casa Publicadora Brasileira 1981 (vendidos mais de 4 milhões) 5) ISRAEL GOG E O ANTI-CRISTO de Abraão de Almeida - Editora CPAD -6) O PLANO DIVINO ATRAVÉS DOS SÉCULOS de Lawrence Olson - Editora CPAD e alguns mais recentes que você pode encontrar neste site:www.chamada.com.br e www.cpad.com.br
No quesito Oriente Médio um dos maiores especialistas no assunto é o americano Daniel Pipe do site www.midiasemmascara.com.br
Eu não me considero intelectual, sou apenas estudioso e meu principal contato é com alunos, por isso você não achou nada além de comentários em blogs.Mas tudo é válido, seja no contato pessoal ou na opinião " virtual ". Mas as vezes por falta de tempo e espaço não somos felizes nas conclusões das idéias e aí ocorre o desentendimento.
Li alguns comentários seus e achei muito interessante e inteligente, mas não pára somente nessa óptica.Gostei de suas últimas palavras.Vivemos debaixo do mesmo céu e horizontes diferentes
1 opinião
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Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Ellen . (192) 08/01/2008 17h32
Sr. José Nunes
É típica dos pseudo-intelectuais brasileiros a ênfase em sua "superioridade" intectual. Isso é retrato básico de país subdesenvolvido, isto é, enquanto grande parte da população se encontra na ignorância, os "intelectuais", providos de "conhecimento" são os donos da razão e da verdade. Geralmente as personalidades desses indivíduos assemelham-se aos dos "déspotas esclarecidos".
Procurei o seu nome no lattes e no google pensando em encontrar referências e artigos seus, mas só encontrei uma pessoa que ama fazer comentários em blogs.
Eu respeito a sua opinião, mas favor, não queria impor neste espaço verdades absolutas. A história já está cheia disso.
Mas já que você gosta tanto de história do Oriente (confesso que sou apaixonada) poderia nos indicar alguns livros interessantes? Se quiser também posso passar alguns que já li. É muito melhor a troca de informações do que insultos e propagandas de glórias individuais, não acha?
24 opiniões
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porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
porfirio sperandio (351) 08/01/2008 07h50
A pedido de alguns, Do Dialogo do Inferno,
(eu acredito) falam Maquiavel e Montesquieu:
"O problema capital do nosso governo é enfraquecer o espírito público pela crítica; fazer-lhe perder o hábito de pensar, porque a reflexão cria a oposição; distrair as forças do espírito, em vãs escaramuças de eloqüência. Em todos os tempos, os povos, mesmo os mais simples indivíduos, tomaram as palavras como realidades, porque se satisfazem com a aparência das coisas e raramente se dão ao trabalho de observar se as promessas relativas à vida social foram cumpridas. Por isso, nossas instituições terão uma bela fachada..." [Protocolo 5, reiterado no Protocolo 10; ênfase adicionada]
"Para tomar conta da opinião pública, é preciso torná-la perplexa, exprimindo de diversos lados e por tanto tempo tantas opiniões contraditórias que os gentios acabarão perdidos no seu labirinto e convencidos de que, em política, o melhor é não ter opinião." [Protocolo 5; ênfase adicionada]
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