Judiciário amplia prisão de Antauro Humala, líder da rebelião de 2005 no Peru
da Efe, em Lima
O Poder Judiciário do Peru ampliou nesta sexta-feira (04) por 36 meses o tempo de detenção do líder ultranacionalista Antauro Humala e de 160 reservistas do Exército que ocuparam em 2005 uma delegacia para exigir a renúncia do então presidente peruano Alejandro Toledo.
A Primeira Sala Penal para processos com Réus em Prisão considerou que "o processo tem caráter complexo, não só pela pluralidade de processados, mas também porque além disso concorrem vários crimes, que revestem de gravidade" a ação, informou a agência estatal "Andina".
A sala acrescentou que o processo pelos crimes de rebelião, posse de armas, acobertamento real e contra a administração pública requer uma "extensa atividade probatória", por isso é pertinente garantir a presença dos processados.
De acordo com a informação divulgada pela "Andina", o tempo de prisão de Humala, que cumpre pena na penitenciária de Pedras Gordas, em Lima, terminava no dia 14.
Perante a proximidade desse prazo, mais de duzentas pessoas exigiram hoje que ele e os 160 reservistas do Exército fossem libertados por excesso de detenção durante uma passeata pelas principais ruas de Puno, cidade fronteiriça com a Bolívia.
Na cidade de Tacna, fronteiriça com o Chile, um grupo de parentes dos reservistas exigiu sua libertação e entregou um documento ao governador, Raúl Urviola, segundo o site do Instituto de Defesa Legal (IDL).
Antauro Humala, irmão mais novo do ex-candidato presidencial Ollanta Humala, ocupou no dia 1º de janeiro de 2005 a delegacia de Andahuaylas, onde se apoderou de armamento e reteve 17 pessoas, em uma ação que durou cinco dias e deixou um saldo de seis pessoas mortas e onze feridos.
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