Mundo
05/01/2008 - 18h46

Partidários de favorito comemoram após eleições na Geórgia

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MISHA VIGNANSKI
da Efe, em Tbilisi

Os partidários do ex-presidente da Geórgia e candidato à reeleição, Mikhail Saakashvili, saíram neste sábado às ruas de Tbilisi para comemorar, enquanto a oposição unificada, agrupada em torno de Levan Gachechiladze, reivindicava a realização de um segundo turno.

A confusão foi gerada pelos resultados de duas pesquisas de boca-de-urna divulgados após o encerramento da jornada de votação nas eleições presidenciais antecipadas.

04.jan.2008/Sergei Grits/AP
Mikhail Saakashvili cumprimenta apoiadores durante campanha na cidade de Tbilisi
Mikhail Saakashvili cumprimenta apoiadores durante campanha na cidade de Tbilisi

A primeira enquete, realizada pela organização ucraniana Causa Comum Européia, considerou Gachechiladze vencedor, com 31% dos votos, 6,6 pontos percentuais à frente de Saakashvili, o que levaria a um segundo turno.

Pouco depois, o centro Exit Polls-2008 divulgou uma enquete encomendada por quatro redes de televisão locais que anunciava que Saakashvili tinha vencido as eleições com 52,5%, o que excluiria a possibilidade de segundo turno.

De acordo com esses dados, Gachechiladze teria alcançado 28,5% do apoio dos eleitores.

Caso a apuração confirme os dados anunciados pelo Exit Polls-2008, os votos conquistados por Saakashvili refletirão um grande desgaste, já que nas eleições de 2004 obteve 96% dos votos.

A única coincidência entre as duas pesquisas de opinião são a ordem de colocação dos outros cincos candidatos: o empresário Arkadi (Badri) Patarkatsishvili, o homem mais rico da Geórgia, seguido pelo líder do Partido Trabalhista, Shalva Natelashvili.

Logo atrás vêm David Gamkrelidze, do partido Nova Direita; Giorgi Maisashvili, do Partido do Futuro, e a líder do partido Imedi e única candidata mulher, Irina Sarishvili.

Logo após a divulgação dos dados da pesquisa realizada pela organização ucraniana Causa Comum Européia que apontou ganhador o líder da oposição unificada, os partidários de Saakashvili expressaram sua desconfiança.

"Não não sabemos quem financia essa organização', disse o presidente interino do Parlamento georgiano Mikhail Machavariani, um dos homens de confiança de Saakashvili.

Antes do anúncio dos resultados da pesquisa de boca-de-urna realizada pelo Exit Polls-2008, a oposição denunciou que a pesquisa não era confiável, pois tinha sido encomendada pela imprensa que apóia Saakashvili.

"Os dados da pesquisa são ridículos e não podemos aceitá-los", disse o deputado conservador Kaja Kukava, membro do Estado-Maior eleitoral de Gachechiladze.

O legislador opositor acrescentou que com certeza 'deve haver um segundo turno'.

"Ganhamos e vamos comemorar nossa vitória de acordo com os resultados oficiais", disse a ex-ministra de Assuntos Exteriores e dirigente da oposição unificada, Salomé Zurabishvili.

A lei eleitoral georgiana determina que, se nenhum candidato à Presidência conseguir a maioria absoluta, os dois mais votados concorrem a um segundo turno.

Por enquanto, os únicos dados oficiais oferecidos pela Comissão Eleitoral Central (CEC) da Geórgia são os referentes à participação, que era de 46,44% a três horas do fechamento dos colégios eleitorais.

Fontes da CEC disseram que os primeiros resultados parciais serão anunciados dentro de algumas horas.

Além de escolher o presidente, os georgianos foram convocados a votar em plebiscitos sobre a entrada do país na Otan e a convocação de eleições parlamentares para o primeiro semestre.

O plebiscito sobre a adesão à Aliança Atlântica, um dos principais objetivos da política externa de Saakashvili e defendido por todos os candidatos, com exceção de Sarishvili, tem caráter consultivo.

De acordo com a CEC, as eleições presidenciais foram supervisionadas por mais de mil observadores estrangeiros, inclusive 340 membros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (Osce).

 

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