Mundo
06/01/2008 - 15h31

Filho de Betancourt pede que comunidade internacional pressione as Farc

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da Folha Online

O filho da ex-presidenciável colombiana Ingrid Betancourt, mantida em cativeiro pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) há mais de cinco anos, afirmou neste domingo que a comunidade internacional deve "pressionar" a guerrilha e o governo da Colômbia para que cheguem a um acordo humanitário.

Em entrevista ao jornal italiano "La Repubblica", Lorenzo Delloye, 19, ressaltou que sua família não quer de modo algum uma intervenção militar. "Não queremos encontrar cadáveres, mas reféns vivos", afirmou.

Sobre o caso do garoto Emmanuel, filho da refém Clara Rojas com um guerrilheiro, Lorenzo disse ter se sentido enganado. "Os guerrilheiros mentiram e não devem voltar a fazer isso".

As Farc admitiram neste sábado (6) que o garoto encontrado em um orfanato em Bogotá é mesmo Emmanuel. A revelação confirmou a hipótese do presidente da Colômbia Álvaro Uribe de que os guerrilheiros não cumpriram sua promessa de libertar três reféns (Emmanuel, Rojas e a ex-congressista Consuelo González) simplesmente porque o garoto não estava com eles.

O filho de Betancourt disse que sua família nunca confiou nas Farc, "nem por um segundo". Ele ponderou, porém, que não tem outra opção. "Que outra coisa podemos fazer? Não temos outra escolha a não ser confiar na negociação".

Lorenzo disse ainda que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, cometeu alguns erros na busca de um acordo para a libertação dos reféns. "No fundo, ele [Chávez] é sério, apesar de ter errado em alguma coisa". O filho de Ingrid também acha que o presidente venezuelano deve continuar atuando no caso.

Com Efe

 

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