Mundo
07/01/2008 - 16h18

Ausência de um dos advogados adia julgamento de Fujimori

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da Folha Online

A décima sessão do julgamento do ex-presidente peruano Alberto Fujimori por supostos casos de violações dos direitos humanos foi suspensa nesta segunda-feira devido à ausência de seu advogado de defesa César Nakazaki, que foi internado em uma clínica de Lima por aparentes problemas gástricos.

O presidente da Sala Penal Especial, órgão que realiza o julgamento de Fujimori, César San Martín, suspendeu a sessão até a próxima sexta-feira, por considerar a ocorrência "um imperativo legal", depois de o ex-líder peruano tê-lo informado sobre a ausência do advogado.

A falta de Nakazaki, assim como a dos outros dois representantes da defesa de Fujimori, motivou protestos por parte do promotor supremo titular José Peláez e de um dos advogados civis participantes do caso, Ronald Gamarra.

"Não existe impedimento nem uma justificativa formal com relação aos outros dois advogados e isso conspira contra um julgamento adequado", expressou Gamarra, que classificou a ausência como uma manobra "obstrucionista" da defesa.

Na saída da Sala Penal, a filha mais velha do ex-presidente, a legisladora Keiko Fujimori, esclareceu a jornalistas que Nakazaki é o advogado principal e os outros dois seus "assistentes", e ressaltou que é "absolutamente falso" que a ausência da defesa responda a uma manobra para estender o processo.

Keiko acrescentou que se Nakazaki se ausentar novamente na próxima sexta-feira "terá de ver uma forma de buscar uma alternativa".

Fujimori é julgado desde 10 de dezembro pelo assassinato de um total de 25 pessoas nos massacres de Barrios Altos (1991) e da Universidade de La Cantuta (1992), e pelos seqüestros em 1992 do jornalista Gustavo Gorriti e do empresário Samuel Dyer.

Fujimori se encontra recluso desde 22 de setembro último na sede da Direção de Operações Especiais (Diroes) da Polícia Nacional, no leste de Lima.

Em outro julgamento por abuso de autoridade, Fujimori foi condenado em primeira instância a seis anos de prisão.

Com Efe

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