Sarkozy quer ampliar membros permanentes do Conselho de Segurança
da Efe, em Paris
da Folha Online
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, prometeu em entrevista nesta terça-feira que seu país defenderá Alemanha, Japão, Brasil, Índia e de um país africano para que estes se transformem em novos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
Em sua primeira entrevista coletiva do ano, Sarkozy prometeu que a França "fará o possível" para que estes países se somem aos cinco membros permanentes atuais do principal órgão da ONU (Organização das Nações Unidas) --EUA, Reino Unido, França, China, Rússia.
"Como querem que [o Conselho de Segurança] funcione deste modo? Temos uma organização do século 20 para o século 21", afirmou o presidente francês.
"Não podemos considerar que solucionaremos as grandes questões do planeta sem pedir a opinião de um só país da África, com 1 bilhão de habitantes, ou de nenhum da América do Sul, com 1 bilhão de habitantes", insistiu.
Sarkozy afirmou ainda que já abordou esta questão --que qualificou de "bom senso"-- com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, entre outros dirigentes.
A ampliação dos assentos permanentes do Conselho de Segurança a países em desenvolvimento faz parte de um projeto de reforma da ONU promovido pelo antecessor de Ban, Kofi Annan.
Casamento
Na coletiva, Sarkozy também foi questionado a respeito de sua relação com a ex-modelo e cantora Carla Bruni, que vem atraindo todas as atenções dos jornalistas na França
O presidente afirmou que a relação é "séria" e sugeriu que poderá haver um casamento, mas evitou especificar uma data para a cerimônia. O jornal francês "Le Journal du Dimanche" publicou no último domingo (6) que Sarkozy e Bruni se casariam em 9 de fevereiro.
"É possível que os senhores saibam quando já tiver acontecido", afirmou Sarkozy na coletiva.
A segunda pergunta feitas pelos jornalistas foi referente ao hipotético casamento com Bruni, com quem é visto desde o fim de novembro, após ter se separado em outubro de Cécilia.
"É extraordinário que os senhores tenham esperado a segunda pergunta [para perguntar sobre Bruni]. O mundo inteiro está curioso", ironizou Sarkozy, que aproveitou para criticar veladamente seus antecessores pela vida privada que levavam.
Presidentes como Valéry Giscard d'Estaing, François Mitterrand e Jacques Chirac foram alvo de comentários sobre as relações que mantiveram à margem de seus casamentos.
Sarkozy fez uma alusão clara a Mitterrand quando disse que esteve com sua namorada no Egito, para onde viajou em um avião particular, enquanto o ex-presidente socialista foi a esse país de férias, em avião oficial, com sua amante e a filha que tinha com esta.
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