Mundo
08/01/2008 - 23h01

Alto número de eleitores afeta estoque de cédulas em New Hampshire

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da Folha Online

A grande demanda por cédulas para as primárias democratas em New Hampshire provocou uma disparada entre os funcionários eleitorais, que procuram estoques de cédulas para esta disputa-chave na corrida à Casa Branca, anunciaram funcionários nesta terça-feira.

O secretário de Estado de New Hampshire, Bill Gardner, descreveu a demanda por cédulas como "muito pesada".

Outro funcionário, que pediu para não ser identificado, confirmou de seu gabinete que a demanda era alta entre os democratas, mas negou qualquer risco de ficar sem as cédulas.

"Há uma grande corrida por cédulas democratas. As pessoas pediram, mas estamos mandando buscar mais e os cartórios poderão copiá-las e assiná-las para que não fiquemos sem", disse ele à agência de notícias France Presse.

"Ninguém ficou sem cédulas ainda", afirmou o funcionário, destacando que a situação não "é grave, de maneira alguma".

Os eleitores começaram a votar cedo nesta terça, na influente primária de New Hampshire, que confronta o senador por Illinois Barack Obama, a ex-primeira-dama e senadora por Nova York Hillary Clinton e o ex-senador John Edwards, na batalha pela indicação democrata para disputar a Casa Branca.

Disputa democrata

Hillary Clinton teve uma agenda cheia, com vários e diferentes compromissos nesta terça-feira em New Hampshire, na tentativa de evitar sua segunda e anunciada derrota na corrida presidencial para Barack Obama, que preferiu, por sua vez, adotar um ritmo mais leve.

Hillary Clinton começou o dia antes mesmo de o sol nascer, para acolher os eleitores já na abertura das zonas eleitorais, às 6h locais (9h de Brasília) em Manchester, tomando um café com sua filha Chelsea, diante dos eleitores que gritavam seu nome.

"Você tem meu voto", disse um eleitor com emoção.

Um pouco mais tarde em Nashua, a equipe de Hillary Clinton chegou no ônibus de campanha azul ao colégio transformado em zona eleitoral. A senadora entrou no meio dos estudantes antes de se encontrar com seus partidários.

Hillary também encontrou tempo para aparecer em quase todas as emissoras de TVs matinais, repetindo a intenção de permanecer na campanha, qualquer que seja o resultado desta noite.

"Eu acredito que venho progredindo, mas eu não tenho certeza de ter tempo suficiente para superá-lo aqui", declarou ela à NBC.

"Em um processo de primárias, nós passamos para outro degrau, e recomeçamos do zero", acrescentou ela. A próxima etapa do processo de definição dos candidatos que disputarão a eleição presidencial americana em novembro de 2008 ocorre em Nevada, dentro de 11 dias.

"Eu acho que o momento decisivo vai chegar à meia noite ou no dia 5 de fevereiro. É preciso esperar para realmente vermos o que vai acontecer", acrescentou ela em referência à "Superterça" durante a qual cerca de 20 estados escolherão seus candidatos às presidenciais.

No campo contrário, Barack Obama teve uma agenda mais leve. O senador de Chicago, embalado pelas pesquisas que se seguiram a sua vitória na semana passada em Iowa, desistiu de visitar as televisões. "Nós preferimos nos dirigir aos eleitores diretamente", declarou o porta-voz, Bill Burton, garantindo que o pré-candidato será visto em vários locais do Estado ao longo do dia.

Seu único compromisso divulgado era um encontro com estudantes do Dartmouth College, antes da noite eleitoral.

Cerca de 850 mil eleitores foram chamados às urnas e a secretária do Estado de New Hampshire afirmou que ela esperava a participação de cerca de 500 mil pessoas, cifra inferior à da reeleição de George W. Bush em novembro de 2004 (com cerca de 684 mil votantes), mas superior à alcançada pela primária ganha pelo republicano Jonh McCain em 2000 (com perto de 400 mil eleitores).

Com France Presse

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Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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