Mundo
09/01/2008 - 01h15

McCain diz, emocionado, que voltou para ser presidente dos EUA

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da Folha Online

O senador John McCain, que ganhou nesta terça-feira as primárias de New Hampshire (Estados Unidos), disse, emocionado, que voltou para ficar e para chegar em novembro à Casa Branca.

No discurso de vitória, McCain, 71, constantemente interrompido pelos gritos de "Mc voltou", lembrou que durante sua campanha no estado disse "sempre a verdade" e escutou as pessoas.

Senador pelo Arizona, McCain derrotou o ex-governador de Massachusetts e favorito em New Hampshire Mitt Romney, segundo as projeções das TVs americanas.

De acordo com CNN, Fox News e MSNBC, McCain obteve 37% dos votos, contra 28% para Romney. O ganhador do "caucus" de Iowa, na quinta-feira passada, o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, ficou na terceira posição, com 12% dos votos.

Romney, um empresário mórmon que investiu milhões de dólares em sua campanha, admitiu a derrota para McCain em New Hampshire: "Novamente prata (2º lugar). Gostaria de ter ganhado o ouro (medalha), mas foi novamente prata".

Com a vitória de hoje, o veterano senador, partidário da regularização dos imigrantes ilegais, toma um novo fôlego na disputa republicana para a eleição presidencial nos Estados Unidos.

Segurança

McCain ressaltou seu compromisso de defender o país de seus inimigos, melhorar a segurança e trazer prosperidade a todos os americanos.

"O meu objetivo é criar um mundo melhor que o que herdamos", disse McCain. Ele manteve a sua promessa de "tornar realidade os sonhos que fizeram dos Estados Unidos a maior nação da história".

Derrotado por George W. Bush nas primárias republicanas de 2000, o republicano é partidário da guerra no Iraque, mas se distanciou dos neoconservadores, condenando a tortura nas prisões do Iraque e de Guantánamo.

Ele ressaltou a luta contra o fundamentalismo islâmico, que considerou "um problema que deve unir todos os americanos". "Não podemos permitir que a história seja determinada por este inimigo comum", disse McCain.

Imigrantes

Também se afastou de uma parte do eleitorado conservador, ao apoiar o projeto de legalização dos imigrantes clandestinos.

McCain é apoiado pelo ex-candidato democrata à vice-presidência em 2000, Joseph Lieberman, o que atraiu os eleitores ditos independentes em New Hampshire.

O senador se mostrou satisfeito com os resultados, "muito melhores do que alguns esperavam". "Amei este país, sem reservas, a cada dia da minha vida", concluiu McCain.

Ele afirmou que, nesta quarta-feira, estará em Michigan para "conseguir outra vitória".

Com Efe e France Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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