Mundo
09/01/2008 - 16h51

Protesto do Hamas contra Bush reúne milhares em Gaza

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da Folha Online

Milhares de militantes e partidários do Hamas tomaram as ruas de Gaza nesta quarta-feira para protestar contra a visita do presidente George W. Bush ao Oriente Médio.

Além de carregar cartazes mostrando uma montagem de Bush com sangue pingando da boca, os manifestantes queimaram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel e bonecos representando o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente americano. A maioria trazia a bandeira verde do Movimento Islâmico de Resistência (Hamas).

Ali Ali/Efe
Criança com cartaz contra Bush durante manifestação do Hamas
Criança com cartaz contra Bush durante manifestação do Hamas

"Quando queimamos a bandeira americana, dizemos que o povo palestino e o mundo árabe e islâmico não aceitam a visita de Bush", dizia no megafone o parlamentar Mushir al Masri, do Hamas, para os manifestantes.

"O que é isso senão a visita daquele que foi emboscado no Iraque e no Afeganistão e agora quer, no final de sua vida política, fabricar honras para si às custas de nosso povo", afirmou Masri.

Bush iniciou sua viagem pelo Oriente Médio em Israel, com o objetivo de impulsionar as negociações entre israelenses e palestinos para garantir a assinatura de um acordo de paz antes do fim de seu mandato, em janeiro de 2009.

Seu antecessor, Bill Clinton, visitou a faixa de Gaza em 1998, mas o empobrecido território não está no roteiro de Bush, já que o Hamas controla o local.

Tanto Israel quanto os países ocidentais consideram o Hamas como uma organização terrorista, e tentam isolar o território sob controle do movimento com um duro regime de sanções.

Ao mesmo tempo, Bush tenta fortalecer o mandato do presidente palestino Mahmud Abbas --que teve as forças de segurança expulsas de Gaza em junho de 2007--, ajudando nas negociações de paz entre o governo israelense e a Autoridade Palestina.

O Hamas --que se recusa a reconhecer o direito de existir do Estado de Israel-- já rejeitou negociações várias vezes, alegando que a real intenção desse tipo de discussão é apoiar Israel e dividir o povo palestino.

Com France Presse

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